A viagem
Avança o carro, pela pista.
E para mim que estou sentado.
Aproveitando a inconstante vista.
Ela se move enquanto estou parado.
Mas não viajo pelo mundo que estou.
Mas em um tão grande quanto.
Que vai para todo lugar que vou.
Mas só se expressa neste canto.
Nele sou construtor e construído.
Decido onde estou, mas fico perdido.
Pois até o invisível ou impossível.
Tanto é possível quanto é transponível.
Se fora estou parado, observando.
Dentro sou livre, e estou voando.
Se fora me faltam dons.
Dentro só escrevo poemas bons.
Se resume em quatro simples versos.
A primeira viagem descrita.
Mas precisaria de uma poesia infinita.
Para descrever os incontáveis universos.
Que surgem a partir da minha mente.
Livres, diferentes, dispersos.
Confusos, fantásticos e controversos.
Dentro de mim, viajo por eles livremente.
Sou um universo que faz versos.
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