Escritas

Hoje

Lucas de Medeiros Hipolito
Hoje… longe d’estes teus abraços,
Vivo solidão - assistindo os pensamentos.
Antes vadiei, esquecendo existencia do amor
E vivi - cego - voado n’aqueles momentos.

Eu amei… eu dei p’ra uma mulher - amor!
Respirei por tempos, anos os perfumes d’ela
Pois, gastei forças, sorrisos e senti dor!…
Desisti, ó deus… desisti da Cinderela.

Dando-se um açoite p’ra muito distante,
O amor foi-se embora da esperança…
Então, por diante, vivi tragédias…
As poesias nao faziam mais diferença.

Eu fui jogado na proa da inconsciência!
Andando em vastas friezas…
Quis viver, foi-me assim impossível…
- Eu só suspirei altezas.

O mundo agarrou-me com sujeira e fedor
E senti sumir de minh’alma a gentileza.
Consciencia? Adeus. A carne tomou-me conta,
E apagou-se do meu coração a nobreza.

Esqueci o romance, cuspi os sentimentos!…
Nada rugiria além mais alto… não não
Apenas um outro amor… tao forte como
… mas cade coragem? Assim que’as coisas são.

Eu gritei mulheres!… fui expor-me másculo! -
Os amigos obrigam o ridículo do homem.
E lá estive - explodindo egos - o palhaço.
Esgotei-me de risos!… mas as piadas somem.

————

Fui impuro por anos no além mundo…
As tochas d’alma se apagaram no olhar.
Eu suspirava sujeira… apenas sujeira…
Mas, e se novamente um dia eu tentar?

E nem passaram tao longe estes pens’mentos…
Então açoitarei p’ra os sopros do amor!…
Para se meu coração teria uma chance
De um dia talvez vir a amar outra flor.

Deixei-me ir… recebi a chave d’esperança.
Meu coração procurava luz… um além mar…
Meu coração avistava cores… sorria!
Meu coração queria… talvez… amar?

Senti algo além de meus pulmões…
Senti… eu senti um bater em meu peito.
Foi-me estranho, ó deus… eu não sei…
Pressentimento?… talvez… deus já tinha feito.

————

N’um dia de sol… os raios tinem ao meio.
No Mamede imperial de nossos corações!…
Avistei uma flor… a mais bela das princesas…
Tenis preto, Nike! Calça cinza de lindos rasgões!

Eu suspirei um… perfume?! Entre os ares…
Meus pensamentos nao acreditavam!
A sala enchia-se de paixões!… nós dois.
Meu Deus… meus olhos p’ra ela flutuavam!

Seria um anjo a visitar minha visão?!
Era a princesa procurando sua coroa
Eras tu, óh minh’amada… soubeste de mim!
E ainda hoje esta visão aqui s’escoa…

Saímos do Mamede e perguntastes do Busão…
Joguei-me p’ra Deus e o mau p’ra o estopim!
O dia cantou história, os ventos soaram
E teus olhos brilharam tímidos p’ra mim

Passaram dias até a primeira poesia…
“A Triste Despedida” á vossa paixão.
D’ali p’ra avante os luares da madrugada
Foram as luzes de vossa excitação!

Entrei n’outro mundo, por esta era…
Tu fostes a minha crença, minha guerra.
Fostes o perfume entre as flores belas
E o desejo imenso, que forrou a minha terra.

————

Estás a distancia d’um oceano!…
A dor desmorona todo o meu sincero riso…
Mas por que?… tu eras o meu amor!
Tu eras a minha paixão… o meu sorriso.

… parecem déc’das, séc’los sem o teu tocar.
Hoje… ainda sinto o sabor de teus beijos.
Tudo que p’ra mim tu fostes, és o infinito!
Tu serás sempre o topo de meus desejos!
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