Escritas

Certamente, mais do que nunca

João de Castro Sampaio
Saber quem estava certo, nesse caso,
Mostrou-se de assaz importância para o tal do sujeito.
Porém, apenas a terrível ideia de estar, de
Ser alguém, ali no momento, de fato, o incomodava.
O sujeito era de um tipo,
Desses que não se explicam,
E morrem de medo de estarem errados o tempo todo.
Na verdade era improvável:
Ninguém poderia dizer;
Ou sorria, ou chorava, jamais descansava o rosto.
Queria ter a cor do sal na ferida,
Queria respirar, mas estava envolto em volúpia e tirania;
Lá estava ele, pobres dos que foram ver!
Fazer tais exigências não significou nada.
Tudo se resolve no tempo
E o tempo é o mundo
E o mundo é inconstante
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