274 - O OLEIRO

Lava-se a lua no límpido lago:
Lembro relatos do Livro que leio.
Livre de lástima, luto e receio,
Logo o valor dos relógios é vago.

Longe do lodo nas lápides trago
Lenço de linho de lágrimas cheio.
Largo-me a longos soluços e creio:
Levam-me alívio do lânguido afago.

Lá ao relento o silêncio calou-me,
Lança-me além do relâmpago e vou-me
Leve nas lutas e alegre na lida.

Louvam o Oleiro tão lúcido e sábio
Luzes celestes falando sem lábio,
Língua e palavras ao longo da vida.

(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito em 31/07/2020)
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