o córrego
yuri petrilli
Suavemente, molho as mãos no fluxo d'água
Do córrego fresco defronte aos bambuzais...
E em lentos acenos submersos, se desfaz
Toda a minha outrora intransigente e atroz mágoa.
Apanho uma haste verde que encontro caída
A um canto – tem uma pensa folha na ponta...
E eis que nela um peixe sonho – e dou-lhe tal vida,
E ao pô-lo a nadar me alegro, e o resto desmonta.
O alto Sol arde em maravilha, e sou criança,
Já me não sinto barbado e tampouco triste...
Neste momento calmo, apenas o que existe
É a água, a folha e o sonho, unidos em temperança.
E de mais nada necessito em este dia...
Basta-me o córrego fresco que me diverte,
E esta haste com folha, que em peixe se converte
Sob o olhar íntimo da minha poesia,
Que nada mais me adentra a causar qualquer dor...
Que nada mais me importa, pois nado também
Junto às formas que de mim nascem – sonhador,
Nas ondas suaves que de tal berço vêm.
Do córrego fresco defronte aos bambuzais...
E em lentos acenos submersos, se desfaz
Toda a minha outrora intransigente e atroz mágoa.
Apanho uma haste verde que encontro caída
A um canto – tem uma pensa folha na ponta...
E eis que nela um peixe sonho – e dou-lhe tal vida,
E ao pô-lo a nadar me alegro, e o resto desmonta.
O alto Sol arde em maravilha, e sou criança,
Já me não sinto barbado e tampouco triste...
Neste momento calmo, apenas o que existe
É a água, a folha e o sonho, unidos em temperança.
E de mais nada necessito em este dia...
Basta-me o córrego fresco que me diverte,
E esta haste com folha, que em peixe se converte
Sob o olhar íntimo da minha poesia,
Que nada mais me adentra a causar qualquer dor...
Que nada mais me importa, pois nado também
Junto às formas que de mim nascem – sonhador,
Nas ondas suaves que de tal berço vêm.
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