Velhos tempos, mesmo novo mundo
I
nas falácias refugio-me, eis um começo
trabalhar nas letras talvez, palavras que esqueço
cantigas e mentiras sustentam o fato e a razão
mas são versos como estes que dominam o coração
cantar então uma história inacabada
com quadros incertos, falha derrocada
para então (só então) a memória aturdir
e louvar os pecados do tempo que está por vir
ademais, passado, esquece meu nome
longe da razão, aqueles mortos de fome
mortos de azar, perderam sua história
e rastejam no chão, a mais pura escória
as águas do outono são as asas de saturno
tão belas, tão virgens, lembram o céu noturno
pois este, que mesmo calado, me atormenta
nesses anos que passam, e já foram quarenta
paz, Senhor, é o que eu quero para mim
pois não vivi o amor, e é agora, no fim
onde mais percebo a voz que me encanta
junto do delírio, que dela, me espanta
pois então, foi-se a minha juventude
fontes interminável de néscia atitude
para os que ficam, em breve virá o adeus
mas para os mortos, lascivos, continuarão amigos meus
II
digo adeus às faces, pois elas não entendem
já as novas verdades não me surpreendem
sei que a tentativa não é mais necessária
e deu um jeito ou de outro a vida continua precária
respiro a cada passo, e sei, que em vão
todos os dias, caminhando em solidão
jamais chegarei ao meu destino final
a lua contrasta, me leva para o mal
por que, pergunto, qual a razão indivisível
de viver por aqui, sendo invisível
e além das palavras, viver em um lugar
sem a sombra do caminho que vou trilhar
fico cansado, vivo com medo, e talvez
experimento alguns infortúnios com sensatez
nas coisas que me levam até o mar
quero viver em mentiras, posto a sonhar
paz, Senhor, é o que desejo para o fim
pois é nesse mundo ruim
que minhas palavras alentas
transformam-se em tormentas
será o fim desta terra voraz
os púlpitos de um destino fugaz
é nesse cenário tão triste e sem perdão
que cairei morto na poeira, no chão
nas falácias refugio-me, eis um começo
trabalhar nas letras talvez, palavras que esqueço
cantigas e mentiras sustentam o fato e a razão
mas são versos como estes que dominam o coração
cantar então uma história inacabada
com quadros incertos, falha derrocada
para então (só então) a memória aturdir
e louvar os pecados do tempo que está por vir
ademais, passado, esquece meu nome
longe da razão, aqueles mortos de fome
mortos de azar, perderam sua história
e rastejam no chão, a mais pura escória
as águas do outono são as asas de saturno
tão belas, tão virgens, lembram o céu noturno
pois este, que mesmo calado, me atormenta
nesses anos que passam, e já foram quarenta
paz, Senhor, é o que eu quero para mim
pois não vivi o amor, e é agora, no fim
onde mais percebo a voz que me encanta
junto do delírio, que dela, me espanta
pois então, foi-se a minha juventude
fontes interminável de néscia atitude
para os que ficam, em breve virá o adeus
mas para os mortos, lascivos, continuarão amigos meus
II
digo adeus às faces, pois elas não entendem
já as novas verdades não me surpreendem
sei que a tentativa não é mais necessária
e deu um jeito ou de outro a vida continua precária
respiro a cada passo, e sei, que em vão
todos os dias, caminhando em solidão
jamais chegarei ao meu destino final
a lua contrasta, me leva para o mal
por que, pergunto, qual a razão indivisível
de viver por aqui, sendo invisível
e além das palavras, viver em um lugar
sem a sombra do caminho que vou trilhar
fico cansado, vivo com medo, e talvez
experimento alguns infortúnios com sensatez
nas coisas que me levam até o mar
quero viver em mentiras, posto a sonhar
paz, Senhor, é o que desejo para o fim
pois é nesse mundo ruim
que minhas palavras alentas
transformam-se em tormentas
será o fim desta terra voraz
os púlpitos de um destino fugaz
é nesse cenário tão triste e sem perdão
que cairei morto na poeira, no chão
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