frasco (ou, dia dos namorados)
yuri petrilli
1 min min de leitura
O frasco, espólio do passado,
Recende, porque nunca aberto,
Ao céu longínquo de um lar de sonho
Onde inda não fora sepultado o amor
E beijar era inda um gesto com guarida em vida.
Frasco... Perfume incógnito e impossível,
Deixado a um canto, como os corações
Que, de nunca o terem liberado,
Vão morrendo lentamente no sono de névoa vítrea
Da fragrância encarcerada.
Tantos frascos cheios e empoeirados
No recanto doloroso das prateleiras...
Tantas histórias vaporadas em perfumes
Que dançam no interno do nada dos presentes...
Oh, mas tantas ilusões tentam varrer o pó do jazigo do jamais...
Recende, porque nunca aberto,
Ao céu longínquo de um lar de sonho
Onde inda não fora sepultado o amor
E beijar era inda um gesto com guarida em vida.
Frasco... Perfume incógnito e impossível,
Deixado a um canto, como os corações
Que, de nunca o terem liberado,
Vão morrendo lentamente no sono de névoa vítrea
Da fragrância encarcerada.
Tantos frascos cheios e empoeirados
No recanto doloroso das prateleiras...
Tantas histórias vaporadas em perfumes
Que dançam no interno do nada dos presentes...
Oh, mas tantas ilusões tentam varrer o pó do jazigo do jamais...
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