266 - OCEANOS E MONTANHA
Pobre menino que fui, se soubéssemos
Que te afogavas em mim, se salvássemos
Náufragos que nos tornei, se afundássemos
Sonho à deriva sentindo-nos péssimos...
Homem que ainda serei com acréscimos
Destas lembranças, se a mente alcançássemos
E se, com ímpeto e frêmito máximos,
Outra escalada ao passado fizéssemos...
Venha sem âncora a súbita síndrome
Como se eu fosse oceanos e singre-me:
Faço-me logo profundo; melindro-me.
Venha sem cólera, escale-me incólume
Como se eu fosse a montanha mais íngreme:
Torno-me sólido e gélido; isolo-me.
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito em 09/07/2020)
Que te afogavas em mim, se salvássemos
Náufragos que nos tornei, se afundássemos
Sonho à deriva sentindo-nos péssimos...
Homem que ainda serei com acréscimos
Destas lembranças, se a mente alcançássemos
E se, com ímpeto e frêmito máximos,
Outra escalada ao passado fizéssemos...
Venha sem âncora a súbita síndrome
Como se eu fosse oceanos e singre-me:
Faço-me logo profundo; melindro-me.
Venha sem cólera, escale-me incólume
Como se eu fosse a montanha mais íngreme:
Torno-me sólido e gélido; isolo-me.
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito em 09/07/2020)
Português
English
Español