SONETO
Carla Furtado Ribeiro
No silêncio acontece que aconteço
E no silêncio que acontece me anoiteço
E de estrelas me refuljo e me refaço
No tempo íntimo dos íntimos compassos
No silêncio me ausento e precipito
No poema inacabado em que me habito
E em versos ordenados me sustento
De palavras erigidas pelo vento
Mas no silêncio da matéria rarefeito
A flor mais fina do silêncio em que me deito
É de seivas invisíveis afluente...
Dos Teus braços que me cinjem e me deleito
No silêncio dos dias imperfeito
Minha Alma Te busca: Omnisciente
E no silêncio que acontece me anoiteço
E de estrelas me refuljo e me refaço
No tempo íntimo dos íntimos compassos
No silêncio me ausento e precipito
No poema inacabado em que me habito
E em versos ordenados me sustento
De palavras erigidas pelo vento
Mas no silêncio da matéria rarefeito
A flor mais fina do silêncio em que me deito
É de seivas invisíveis afluente...
Dos Teus braços que me cinjem e me deleito
No silêncio dos dias imperfeito
Minha Alma Te busca: Omnisciente
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