canção
yuri petrilli
Meu destino jaz ao norte,
minha vida jaz ao sul;
e minha alma fita a morte
no espelho deste céu azul.
Se eu parti d'onde fiquei,
em busca do Velocino,
dividido entre o que sei
e o eu suposto – peregrino –,
Sob as estrelas partidas
que, mergulhadas no mar,
lembram sonhos sem guaridas
que parecem se afogar,
Foi por imensa saudade
do que jamais conheci...
E hoje, perdida a metade,
que um dia em mim vivi,
A minha alma fita a morte,
no espelho deste céu azul.
Meu destino jaz ao norte,
minha vida jaz ao sul.
Argonauta do exaspero,
rosa dos ventos confundo...
A estibordo, desespero,
a bombordo, incerto mundo.
Como um náufrago adiado,
em mim meu coração jaz
– tal qual âncora do fado,
presa ao que deixou atrás.
Mas sigo, e meu pranto verte
de uma já antiga canção;
à espera que o mar liberte
meu cansado coração.
Se o destino jaz ao norte,
e a vida jaz ao sul,
se em minha alma jaz a morte
e não neste céu azul,
O que importa é que as estrelas
leste ou oeste, sul ou norte,
inda brilham nas flanelas
das auroras sem recorte.
Nenhuma direção importa,
– o meu navio segue a esmo
nesta maresia morta
do repuxo de mim mesmo.
Mas se morre em maresia
meu perdido coração
sem ter Velocino algum,
morre vivo em poesia
nas rimas desta canção
que parte a lugar nenhum.
minha vida jaz ao sul;
e minha alma fita a morte
no espelho deste céu azul.
Se eu parti d'onde fiquei,
em busca do Velocino,
dividido entre o que sei
e o eu suposto – peregrino –,
Sob as estrelas partidas
que, mergulhadas no mar,
lembram sonhos sem guaridas
que parecem se afogar,
Foi por imensa saudade
do que jamais conheci...
E hoje, perdida a metade,
que um dia em mim vivi,
A minha alma fita a morte,
no espelho deste céu azul.
Meu destino jaz ao norte,
minha vida jaz ao sul.
Argonauta do exaspero,
rosa dos ventos confundo...
A estibordo, desespero,
a bombordo, incerto mundo.
Como um náufrago adiado,
em mim meu coração jaz
– tal qual âncora do fado,
presa ao que deixou atrás.
Mas sigo, e meu pranto verte
de uma já antiga canção;
à espera que o mar liberte
meu cansado coração.
Se o destino jaz ao norte,
e a vida jaz ao sul,
se em minha alma jaz a morte
e não neste céu azul,
O que importa é que as estrelas
leste ou oeste, sul ou norte,
inda brilham nas flanelas
das auroras sem recorte.
Nenhuma direção importa,
– o meu navio segue a esmo
nesta maresia morta
do repuxo de mim mesmo.
Mas se morre em maresia
meu perdido coração
sem ter Velocino algum,
morre vivo em poesia
nas rimas desta canção
que parte a lugar nenhum.
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