CRISTAIS EM FLOR
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
São os cristais que me cegam
Nas linhas que vou escrevendo
Entre as lágrimas que cortam as rosas
De negras sedas em enfiadas agulhas
O céu traz-me violinos luminosos
Nos olmos repletos de granizo para amar
Em todos os cristais que me vão cegando
Enquanto já sangram as rosas
Nas luas de plutão de brancas sedas
Que o fogo vai queimado o trigo
Nas papoilas ao vento, cravadas agulhas
Palavras interditas nas lágrimas em flor
Nas linhas que vou escrevendo
Entre as lágrimas que cortam as rosas
De negras sedas em enfiadas agulhas
O céu traz-me violinos luminosos
Nos olmos repletos de granizo para amar
Em todos os cristais que me vão cegando
Enquanto já sangram as rosas
Nas luas de plutão de brancas sedas
Que o fogo vai queimado o trigo
Nas papoilas ao vento, cravadas agulhas
Palavras interditas nas lágrimas em flor
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