soneto de permanência (da esperança)
A vida destruiu-me, a golpes fortes,
Todos os sonhos de dias banais...
E vivo, a cada dia, várias mortes,
A sonhar que de sonhar sou capaz.
E só o que vejo, sob este martelo,
São sombras tristes, futuros inúteis...
Perco-me de mim. E mais nenhum elo
Conecta minha alma às minhas mãos fúteis.
Mas embora perdido, algo em mim não cansa,
E me embala a seguir segundo uma ética
Pessoal e confusa, sem rumo ou brio...
...Seria esta esperança que me alcança
Assim como uma onda eletromagnética
Capaz de propagar-se no vazio?
Todos os sonhos de dias banais...
E vivo, a cada dia, várias mortes,
A sonhar que de sonhar sou capaz.
E só o que vejo, sob este martelo,
São sombras tristes, futuros inúteis...
Perco-me de mim. E mais nenhum elo
Conecta minha alma às minhas mãos fúteis.
Mas embora perdido, algo em mim não cansa,
E me embala a seguir segundo uma ética
Pessoal e confusa, sem rumo ou brio...
...Seria esta esperança que me alcança
Assim como uma onda eletromagnética
Capaz de propagar-se no vazio?
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