OS MORTAIS
O copo cheio de promessas vazias
o rosto engolido pelo desanimo
a água negra do desejo
seca o lábio.
Que a tua mão ampare a luz
que me desvia do precipício
qual desígnio de medo
no corpo
eu sofro a faca
que na ponta leva o abysmo
ao poço
na queda das tardes de inverno
morro com um cão literário
e uma vertigem vermelha
concentrada nas têmporas
estala-me na cabeça.
Quanto mais escrevo
mais desapareço.
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