Câncer
O médico analisava a radiografia do crescimento desordenado de células na nasofaringe (atrás da cavidade nasal) do paciente. O homem numa atitude impulsivamente tocante inclinou-se à mesa o médico, olhou para os olhos do doutor numa profundidade viciante, interrompendo o profissional.
- Doutor, não permita que evolua à meu cérebro. O cérebro, senhor, é o abrigo da alma, asas mundanas, e tudo o que me permite ver, ouvir, mexer, sentir. Sem ele não sou nada além de um corpo funcionalmente vazio e sem propriedades ou memórias. E, se me submeter a uma situação de morte ou vegetal, aja com o coração além daquilo que se aprende na universidade de medicina. Faça aquilo que deve ser feito.
O doutor relutou, mas sabia que seu coração era grande demais para recusar um pedido tão insistente e delicado. Sabia também que com a aceleração do crescimento, dada as circunstâncias, o homem não tinha muito tempo ainda pela frente.
- Devo lhe alertar que... o avanço dessa desordem chegará em breve ao córtex cerebral, e virá a atingi-lo brutalmente, causando um dano que tem como consequência a total falta de pensamentos, e até mesmo seja desprovido do sentir a dor.
O paciente então repetiu: “Faça o que deve ser feito doutor. Eu aceito o destino que me é entregue pelas mãos de Deus, mas não iriei antes sem lutar.”
- Doutor, não permita que evolua à meu cérebro. O cérebro, senhor, é o abrigo da alma, asas mundanas, e tudo o que me permite ver, ouvir, mexer, sentir. Sem ele não sou nada além de um corpo funcionalmente vazio e sem propriedades ou memórias. E, se me submeter a uma situação de morte ou vegetal, aja com o coração além daquilo que se aprende na universidade de medicina. Faça aquilo que deve ser feito.
O doutor relutou, mas sabia que seu coração era grande demais para recusar um pedido tão insistente e delicado. Sabia também que com a aceleração do crescimento, dada as circunstâncias, o homem não tinha muito tempo ainda pela frente.
- Devo lhe alertar que... o avanço dessa desordem chegará em breve ao córtex cerebral, e virá a atingi-lo brutalmente, causando um dano que tem como consequência a total falta de pensamentos, e até mesmo seja desprovido do sentir a dor.
O paciente então repetiu: “Faça o que deve ser feito doutor. Eu aceito o destino que me é entregue pelas mãos de Deus, mas não iriei antes sem lutar.”
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