MAIS UM DIA EM MINAS

                                                 25/01/2019
Não há mais casas,
distâncias a nos impedir
de precipitarmos
no fundo da terra.

Os olhos correm rio
abaixo. Em breve,
serão memórias
de paredes falsas.

Como a lama
nos tornará mais gentis?
Teremos sede e fome
à nossa disposição?

Ficaremos perdidos
até que as mãos
sejam partes de nada,

os corpos devorem
as ruínas onde se escondem
outras faces, outras
pedras do sol?

Presos, olhamos onde não
podemos ficar,
reflexos sem espelhos,
sob a porta e atravessados por ela.
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