a busca
yuri petrilli
Ao transeunte, estou na calçada.
Ao patrão, estou no balcão, à disposição.
À família, estou em alguma caixa ou álbum.
Aos meus poucos lírios idos, estou na memória.
À dália quotidiana, estou na geladeira.
Ao chapéu estou abaixo, e ao espelho estou defronte.
Dissolvo-me.
Mas escondida nestas intrincadas engrenagens,
que giram em penumbras sonolentas,
uma fagulha de consciência resiste.
Pequena fagulha que,
em eventuais intervalos de entressonho,
sobe-me à superfície das sensações
num resfôlego angustiado:
E eu?
Onde estou em mim?...
Onde
estou
em
mim
?
Ao patrão, estou no balcão, à disposição.
À família, estou em alguma caixa ou álbum.
Aos meus poucos lírios idos, estou na memória.
À dália quotidiana, estou na geladeira.
Ao chapéu estou abaixo, e ao espelho estou defronte.
Dissolvo-me.
Mas escondida nestas intrincadas engrenagens,
que giram em penumbras sonolentas,
uma fagulha de consciência resiste.
Pequena fagulha que,
em eventuais intervalos de entressonho,
sobe-me à superfície das sensações
num resfôlego angustiado:
E eu?
Onde estou em mim?...
Onde
estou
em
mim
?
Português
English
Español