Lápide
Sob a solidão do sepulcro, de folhas secas e mortas.
O vazio das vozes surdas.
Na chama apagada da vela petrificada. Sombras de vultos arquejados no olhar sôfrego e contido.
De joelhos dobrados num pranto regado de martírio. Júbilo da escassez da vida!
A flor perene que cresce na morte, graceja da dor alheia. Covarde carne que sova o amor.
Segredos escusos na própria alma. No choro perverso, que destrói o olhar sem brio.
O abrigo desgraçado que restou da infâmia. Rastejo da incoerência.
Palavras ofuscadas pela visão já distorcida.
Pensamento que aos poucos se esvai. Temerosos ao esquecimento.
Lamento do tempo que contorce as ilusões.
Onde a tristeza fez morada, o cortejo segue etéreo.
O vazio das vozes surdas.
Na chama apagada da vela petrificada. Sombras de vultos arquejados no olhar sôfrego e contido.
De joelhos dobrados num pranto regado de martírio. Júbilo da escassez da vida!
A flor perene que cresce na morte, graceja da dor alheia. Covarde carne que sova o amor.
Segredos escusos na própria alma. No choro perverso, que destrói o olhar sem brio.
O abrigo desgraçado que restou da infâmia. Rastejo da incoerência.
Palavras ofuscadas pela visão já distorcida.
Pensamento que aos poucos se esvai. Temerosos ao esquecimento.
Lamento do tempo que contorce as ilusões.
Onde a tristeza fez morada, o cortejo segue etéreo.
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