Pássaro estranho

Trago em mim
Noites gordas de todos os homens
Como pássaro morto
De voos noturnos.

Há muito tento dar vida
A este pássaro estranho,
Na melodia surda e rouca
De meus cigarros sonâmbulos.

Mas em vão! Em  vão!

As águias famintas
Arrancaram meus olhos de sonhos
E todas as noites faço este voo
Sem árvore para descansar.

Chove lá fora!
O céu está chorando
Por todos os pássaros mortos.
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