acalanto partido
yuri petrilli
À sombra de risos idos,
Em um lugar de acalanto,
Despedimo-nos, vazios:
Dois corações fenecidos
Em um beijo untado em pranto
Vertente de secos rios.
Teus olhos, da cor da mágoa,
Meus olhos, da cor da dor,
Enlaçados numa dança
Ao som do rumor d'água
Deste amargo desamor
Que insiste em ter esperança.
Ah, memória que persiste!
Ah, interferência do afeto!
Trajando as nossas ruínas
Com a dália que resiste
A medrar dentre o completo
Limbo incerto das ravinas.
Como é cinza este poente...
E tão vagos os carinhos...
Os horizontes, feridos,
Escurecem de repente...
E ao pé um d’outro, sozinhos,
À sombra de risos idos,
Levantamo-nos, partidos,
Partindo cada um a um canto,
Pelas ermas avenidas,
Com nossos laços rompidos...
Mas, no lugar de acalanto,
Inda sinto as nossas vidas...
Em um lugar de acalanto,
Despedimo-nos, vazios:
Dois corações fenecidos
Em um beijo untado em pranto
Vertente de secos rios.
Teus olhos, da cor da mágoa,
Meus olhos, da cor da dor,
Enlaçados numa dança
Ao som do rumor d'água
Deste amargo desamor
Que insiste em ter esperança.
Ah, memória que persiste!
Ah, interferência do afeto!
Trajando as nossas ruínas
Com a dália que resiste
A medrar dentre o completo
Limbo incerto das ravinas.
Como é cinza este poente...
E tão vagos os carinhos...
Os horizontes, feridos,
Escurecem de repente...
E ao pé um d’outro, sozinhos,
À sombra de risos idos,
Levantamo-nos, partidos,
Partindo cada um a um canto,
Pelas ermas avenidas,
Com nossos laços rompidos...
Mas, no lugar de acalanto,
Inda sinto as nossas vidas...
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