258 - DO CALABOUÇO
Sim, houve dias em que o dia meu
Não tinha cor solar; calor não tinha.
Sim, houve noites em que a noite minha
Não vinha expor luar se fosse um breu!
Houve manhãs em que o amanhã me deu
Mais medo do que a multidão mesquinha
Houve vãs tardes em que a tarde vinha
Mais cedo do que escuridão ou eu.
Se, amor, te ouvi daqui do calabouço,
Bem onde houver a morte, a vida eu ouço!
Porque não ouve quem ouvir não quer.
Se a morte ouvida que me cala a prece
Vem onde ouvir amor, há vida e cresce.
Porque não houve, quem te diz, mulher?
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito em 27/05/2020 para a minha esposa INGRID DA ROSA RODRIGUES OLIVEIRA)
Não tinha cor solar; calor não tinha.
Sim, houve noites em que a noite minha
Não vinha expor luar se fosse um breu!
Houve manhãs em que o amanhã me deu
Mais medo do que a multidão mesquinha
Houve vãs tardes em que a tarde vinha
Mais cedo do que escuridão ou eu.
Se, amor, te ouvi daqui do calabouço,
Bem onde houver a morte, a vida eu ouço!
Porque não ouve quem ouvir não quer.
Se a morte ouvida que me cala a prece
Vem onde ouvir amor, há vida e cresce.
Porque não houve, quem te diz, mulher?
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito em 27/05/2020 para a minha esposa INGRID DA ROSA RODRIGUES OLIVEIRA)
Português
English
Español