PORTO SOLIDAO PONTO DE PARTIDA
PORTO SOLIDÃO
Porto solidão ponto de passagem,
Começo de viagem para o litoral.
Ave que gorjeia canto do poente,
Pássaros expoentes que voam o céu.
Lua luz do mundo, facho radiante,
Que em espectro rasante rasgam o universo.
Escuridão e sombra do outro lado do astro,
Não deixa nem rastros só fogo e clarão.
O farol rebusca alimenta a chama,
Que até semeia intensa caloria,
Onde desafia um barco alado,
Seguindo atochado ao fundo oceano.
Já segui os seus passos e deixei centelha,
Por mais que eu ultrapasse os rochedos,
Ha. sempre perigo a vista destinos incertos,
Caminhos que nos levam ao desconhecido.
Sempre que partia nada mais levava,
Que não fosse a guia nesse vôo de águia,
Nessa correnteza feita de águas quentes,
Que deixa na gente solidão e mágoas.
Posso não ser tudo inexato e mudo,
Frente e escudo dessa dor tamanha,
Onde se apanha e se encontra abrigo
Da boca o bocejo cor de flor estranha.