SAGA
SAGA
O vento sopra seus cabelos,
Seu rosto queima no rubor das faces.
Você queria ter ido embora, mas lhe faltou coragem!
Sigo viagem num cavalo alado,
Desejo que a noite nunca se acabe!
Enquanto houver estradas e avisos,
Não irei desfazer as minhas tralhas.
A lua ilumina a madrugada imensa,
Torna-nos a jornada mais tranqüila.
Quando amanhecer devemos estar bem longe,
Se possível já tiver atravessado o rio.
Existem mil estrelas cintilantes,
E os vaga-lumes nos mostram o caminho.
Viver é padecer contente,
Até parece que a vida adivinha.
Se essa noite já não foi o bastante,
Espero que em outra ainda seja minha!
Se a caminhada é essa labuta,
Que fica no peito e transparece.
Já dividimos muitos dias claros,
Mas há outros tantos que nem amanhece.
Um grito rouco me rasga a garganta,
E nem parece certo se vamos prosseguir,
O que se espera de nós viajantes,
É apenas a hora de partir!
Quem traz a sede de seus lábios,
Já conhece a distância da ilusão.
Por mais estrada que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra,
Sem antes beijar a sua mão!
Mesmo que o corpo ceda estropiado,
Esta fé cega nunca desanima.
Contudo e o medo preso nessa cela,
Abra a janela vem me dar um beijo!
Desejo o corpo e ante o cansaço,
Caia em meus braços oh linda menina!
Se a trama nos dita o destino,
Não vou ficar sozinho aqui parado.
E quando o sol da manha se abrir,
Contigo espero estar do outro lado.
Senhorita nossa de tão doce encanto,
A quero mais que essa vertigem.
Santa tão pura desfaz meus pecados,
Dê a minha alma a justa redenção.
Pois o que vivi extrapolando tudo,
Só me resta agora ter o seu perdão!
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