UM TRASTE

Um traste retrógrado
Que trouxe na trouxa
Mil tralhas e trecos.
Seus trajes são trapos
Que as traças destroem.

Outrora ilustrado,
É triste retrato
De estrondo e destroços.
Entregue a maus tratos
Com três cicatrizes.

No estrume nutriu-se
De tripas, detritos.
Se o trigo se estraga
Contrai as entranhas.
Seu trono: a latrina.

Por trás, por um triz,
Frustrou falcatruas,
Intrigas e tramas.
No tronco prostrou-se,
Mostrou descontrole.

Sem tropa e sem trégua
Vem troncho e restrito.
Sem truque e destreza,
Vai trêmulo e trôpego
Aos trancos, nas trilhas.

Por trechos estranhos
De extremas estradas
E trilhos de trem
Com trágicos tráfegos,
Atrasos e trânsito.

Em transe encontrava
Entradas estreitas,
Sem trincos, sem trancas,
Das trevas dos traumas
Sem traço de estrelas.

(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito em 10/04/2020)
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