Personalomanias
Que o abismo
desta vida
jamais se abra.
Engolindo
o que ainda
resta.
Esta besta,
atenta,
adentra
minha mente.
Sonolenta,
minha paz,
meus pensamentos,
subjuga.
Apavora-me,
esta exibição
penosa
da nudez
das minhas confidências.
Quem?
Senão eu,
e mais eu?
Meus enfados,
meus silêncios,
reticências.
Estes,
e outros mais,
heterônimos meus,
vestidos de cinza.
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