Lista de Poemas
Aos olhos de Teresa
Meus olhos se enchem de lágrimas
Tudo se turva em recusas escuras
Mário de Andrade
Em verdade
Tu nada disseste. Apenas
Adeus, numa atonia sem Deus. Em silêncio
Saías, depois de beijos de lua cheia. Quando
Era dia e quase tudo precipitava-se pela monotonia
Do adeus, tão desprovido de paisagem
Ele tende a ser ardente, mas está fadado a ser breve
E logo eu, que jamais concebera uma alegoria
Assim, já numa urgência de mim
Por três vezes, adeus respondi
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Poema fáustico
Era sexta-feira, quando o vi. Chovia
As águas borrifavam
Toda e qualquer expressividade
Nos atalhos, árvores turvas
Atiravam seus galhos intrínsecos
E inextricavelmente tesos. Não havia
Pássaros desajeitados, nem tampouco
Rastros de matilhas. Lancei-me flor
Mas era apenas o esquecimento
De que "no Brasil não há outono
Mas as folhas caem"
Enquanto as larvas regurgitavam as palavras
O casulo transformara-se em borboleta azul
Que bebendo do meu nectar
Bateu asas e voou
Ou porque era sábado
Ou porque era preciso ir passear
E ver os quadros renascentistas
As águas borrifavam
Toda e qualquer expressividade
Nos atalhos, árvores turvas
Atiravam seus galhos intrínsecos
E inextricavelmente tesos. Não havia
Pássaros desajeitados, nem tampouco
Rastros de matilhas. Lancei-me flor
Mas era apenas o esquecimento
De que "no Brasil não há outono
Mas as folhas caem"
Enquanto as larvas regurgitavam as palavras
O casulo transformara-se em borboleta azul
Que bebendo do meu nectar
Bateu asas e voou
Ou porque era sábado
Ou porque era preciso ir passear
E ver os quadros renascentistas
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