Lista de Poemas
REGRESSO
Uma vez expelida, esta voz,
que frenética em mim se alojou,
parasita do meu pensar,
suga-me o meu cerne.
Atordoada, já não giro em torno de nada.
Sou dispersa, sou bocados de mim.
Arrancados pela sua força sobre-humana.
Que insiste em ser hospedeiro em dias soalheiros, em dias negros.
Meus olhos vêem paisagens ondulantes,
que me fazem perder o equilíbrio.
esgotada de mim própria,
Exposta pela materialização da minha essência.
Escorre meu suor pela minha pele, fria.
Minha boca balbucia réstias do que escrevi.
minhas mãos tremem,
e num arrepio, desfalece num último suspiro.
Num respirar nauseante,
volto ao solo que abandonei.
Como se mudasse a sensação de tempo,
perco-me nesse limbo sufocante.
Meu corpo jaz ao som de uma marcha fúnebre,
minha mente não resiste mais.
Rendo-me, fico sem voz,
Pálida, esvaio-me em paz.
Regresso.
que frenética em mim se alojou,
parasita do meu pensar,
suga-me o meu cerne.
Atordoada, já não giro em torno de nada.
Sou dispersa, sou bocados de mim.
Arrancados pela sua força sobre-humana.
Que insiste em ser hospedeiro em dias soalheiros, em dias negros.
Meus olhos vêem paisagens ondulantes,
que me fazem perder o equilíbrio.
esgotada de mim própria,
Exposta pela materialização da minha essência.
Escorre meu suor pela minha pele, fria.
Minha boca balbucia réstias do que escrevi.
minhas mãos tremem,
e num arrepio, desfalece num último suspiro.
Num respirar nauseante,
volto ao solo que abandonei.
Como se mudasse a sensação de tempo,
perco-me nesse limbo sufocante.
Meu corpo jaz ao som de uma marcha fúnebre,
minha mente não resiste mais.
Rendo-me, fico sem voz,
Pálida, esvaio-me em paz.
Regresso.
👁️ 432
CARTA VI
Adeus.
Adeus.
Penso que não me volto mais a mim.
Nem a ti. Nem a nada.
Já morri.
Só não me consigo livrar deste corpo.
Imundo, inútil, partido, pútrido.
Sou pequenina.
Muito, muito pequenina.
Como pó, como o pó que sacodes dos livros.
Sou uma pedra num sapato vazio.
E o que resta de mim é o que até agora fui,
mas que nem sei dizer o quê.
Adeus.
Se me encontrarem pousada na rua,
deixem-me lá. Ou enterrem-me.
Ou como quiserem.
Porque eu não quero nada além.
De morrer.
Não me chorem, nem se pintem de preto,
nem tragam flores.
Essas não servem aos mortos,
Só aos vivos.
Adeus.
Adeus.
Penso que não me volto mais a mim.
Nem a ti. Nem a nada.
Já morri.
Só não me consigo livrar deste corpo.
Imundo, inútil, partido, pútrido.
Sou pequenina.
Muito, muito pequenina.
Como pó, como o pó que sacodes dos livros.
Sou uma pedra num sapato vazio.
E o que resta de mim é o que até agora fui,
mas que nem sei dizer o quê.
Adeus.
Se me encontrarem pousada na rua,
deixem-me lá. Ou enterrem-me.
Ou como quiserem.
Porque eu não quero nada além.
De morrer.
Não me chorem, nem se pintem de preto,
nem tragam flores.
Essas não servem aos mortos,
Só aos vivos.
Adeus.
👁️ 271
CRIAÇÃO
Escrevo para expelir do meu âmago
a loucura artística.
Os olhos cegos para o mundo,
a mente lúcida na incansável percepção do ser.
Que a contemplação desmedida,
de gestos involuntários e de gritos cortantes,
nesta civilização fingida,
se materialize nesta folha de papel!
Quanto mais entro em mim,
mais livre sou, mais regurgito.
Sinto palpitar, dorida, a minha cabeça.
Minha inspiração febril faz-me transbordar.
Gelada.
Em momentos insanos.
De essência! De sentido!
Consigo desmaterializar-me em pó de estrelas,
no começo de tudo.
Na ânsia do saber, da procura da verdade.
Que formigueiro é este que me percorre?
Que me faz arranhar meu corpo,
até sangrar,
até fazer minha alma quente escorrer pelo meu peito?
Sorvo-me e impludo,
numa emoção frenética,
numa criatividade convulsiva.
Epiléptica!
Arranco-me de mim,
compulsivamente.
Escrevo para que eu possa existir,
enquanto ser, único.
Que a arte expatrie a teoria, a técnica.
Seja ela a expressão límpida do nosso espírito,
desbotada de minuciosidades,
Rica de sentido uno.
Que se banem os academismos!
As correntes pesadas e ferrugentas,
que nos puxam para um precipício
do qual não se ouve o fundo.
A arte é refúgio da alma,
é a génese do ser e da explosão emocional.
Uma amálgama de sentir e pensar,
abalroada em cada fôlego.
Seja a compreensão do mundo,
esta fadiga que transpiro.
Ganhe vida, ela, e que colida com a tua,
provocando o parto de uma nova ideia.
Livre da jaula do preconceito,
não seja mais domada pelo formalismo do erudito
que de tanto que quer ver,
fica cego, imune à beleza da obra.
Que vive.
De um colorido espontâneo,
De uma paixão assolapada,
De uma força intrínseca,
De uma mão cheia de nada.
a loucura artística.
Os olhos cegos para o mundo,
a mente lúcida na incansável percepção do ser.
Que a contemplação desmedida,
de gestos involuntários e de gritos cortantes,
nesta civilização fingida,
se materialize nesta folha de papel!
Quanto mais entro em mim,
mais livre sou, mais regurgito.
Sinto palpitar, dorida, a minha cabeça.
Minha inspiração febril faz-me transbordar.
Gelada.
Em momentos insanos.
Sou fora deste mundo,
sou um mundo em mim.
De essência! De sentido!
Consigo desmaterializar-me em pó de estrelas,
no começo de tudo.
Na ânsia do saber, da procura da verdade.
Que formigueiro é este que me percorre?
Que me faz arranhar meu corpo,
até sangrar,
até fazer minha alma quente escorrer pelo meu peito?
Sorvo-me e impludo,
numa emoção frenética,
numa criatividade convulsiva.
Epiléptica!
Arranco-me de mim,
compulsivamente.
Escrevo para que eu possa existir,
enquanto ser, único.
Que a arte expatrie a teoria, a técnica.
Seja ela a expressão límpida do nosso espírito,
desbotada de minuciosidades,
Rica de sentido uno.
Que se banem os academismos!
As correntes pesadas e ferrugentas,
que nos puxam para um precipício
do qual não se ouve o fundo.
A arte é refúgio da alma,
é a génese do ser e da explosão emocional.
Uma amálgama de sentir e pensar,
abalroada em cada fôlego.
Seja a compreensão do mundo,
esta fadiga que transpiro.
Ganhe vida, ela, e que colida com a tua,
provocando o parto de uma nova ideia.
Livre da jaula do preconceito,
não seja mais domada pelo formalismo do erudito
que de tanto que quer ver,
fica cego, imune à beleza da obra.
Que vive.
De um colorido espontâneo,
De uma paixão assolapada,
De uma força intrínseca,
De uma mão cheia de nada.
👁️ 338
BEIJA-FLOR
Há manhãs em que somos.
Beija-flor.
Os nossos braços fazem-se folhas,
e as nossas lágrimas.
Pétalas.
Beija-flor.
Os nossos braços fazem-se folhas,
e as nossas lágrimas.
Pétalas.
👁️ 303
PARTO
Sinto-me o vínculo,
entre divindades celestes,
e sua Terra esquecida.
Sou o ser desadormecido,
E que pacientemente aguarda
Suas coléricas vontades.
De mim usufruem,
deste meio coxo e frouxo,
submisso aos seus caprichos.
Nutrem-se de minhas energias,
que me escoam pelos dedos,
e que pintam esta poesia.
Com tintas de cor do mundo.
entre divindades celestes,
e sua Terra esquecida.
Sou o ser desadormecido,
E que pacientemente aguarda
Suas coléricas vontades.
De mim usufruem,
deste meio coxo e frouxo,
submisso aos seus caprichos.
Nutrem-se de minhas energias,
que me escoam pelos dedos,
e que pintam esta poesia.
Com tintas de cor do mundo.
👁️ 418
DELEITE
Escrevo para expelir do meu âmago,
a loucura artística.
Os olhos cegos para o mundo,
a mente lúcida na incansável percepção do ser.
Que a contemplação desmedida,
de gestos involuntários e de gritos cortantes,
nesta civilização fingida,
se materialize nesta folha de papel.
Quanto mais entro em mim,
mais livre sou, mais regurgito.
Sinto palpitar, dorida, a minha cabeça.
Minha inspiração febril faz-me transbordar.
Gelada.
Em momentos insanos.
sou fora deste mundo,
Sou um mundo em mim.
De essência! De sentido!
Consigo desmaterializar-me em pó de estrelas,
no começo de tudo.
Na ânsia do saber, da procura da verdade.
Que formigueiro é este que me percorre?
Que me faz arranhar meu corpo.
Até sangrar.
Até fazer minha alma quente escorrer pelo meu peito.
Sorvo-me e impludo,
numa emoção frenética,
Numa criatividade convulsiva.
Epiléptica!
Arranco-me de mim,
compulsivamente.
Escrevo para que eu possa existir,
enquanto ser, único.
Que a arte expatrie a teoria, a técnica.
Seja ela a expressão límpida do nosso espírito,
Desbotada de minuciosidades,
rica de sentido uno.
Que se banem os academismos!
as correntes pesadas e ferrugentas,
Que nos puxam para um precipício
Do qual não se ouve o fundo.
A arte é refúgio da alma,
é a génese do ser e da explosão emocional.
Uma amálgama de sentir e pensar,
abalroada em cada fôlego.
Seja a compreensão do mundo,
esta fadiga que transpiro.
Ganhe vida, ela, que colida com a tua,
provocando o parto de uma nova ideia.
Livre da jaula do preconceito,
não seja mais domada pelo formalismo do erudito.
Que de tanto que quer ver,
fica cego, imune à beleza da obra.
De um colorido espontâneo,
de uma paixão assolapada,
de uma força intrínseca,
de uma mão cheia de nada.
"Na música não há teorias...basta escutar. A regra é o prazer!" Debussy
a loucura artística.
Os olhos cegos para o mundo,
a mente lúcida na incansável percepção do ser.
Que a contemplação desmedida,
de gestos involuntários e de gritos cortantes,
nesta civilização fingida,
se materialize nesta folha de papel.
Quanto mais entro em mim,
mais livre sou, mais regurgito.
Sinto palpitar, dorida, a minha cabeça.
Minha inspiração febril faz-me transbordar.
Gelada.
Em momentos insanos.
sou fora deste mundo,
Sou um mundo em mim.
De essência! De sentido!
Consigo desmaterializar-me em pó de estrelas,
no começo de tudo.
Na ânsia do saber, da procura da verdade.
Que formigueiro é este que me percorre?
Que me faz arranhar meu corpo.
Até sangrar.
Até fazer minha alma quente escorrer pelo meu peito.
Sorvo-me e impludo,
numa emoção frenética,
Numa criatividade convulsiva.
Epiléptica!
Arranco-me de mim,
compulsivamente.
Escrevo para que eu possa existir,
enquanto ser, único.
Que a arte expatrie a teoria, a técnica.
Seja ela a expressão límpida do nosso espírito,
Desbotada de minuciosidades,
rica de sentido uno.
Que se banem os academismos!
as correntes pesadas e ferrugentas,
Que nos puxam para um precipício
Do qual não se ouve o fundo.
A arte é refúgio da alma,
é a génese do ser e da explosão emocional.
Uma amálgama de sentir e pensar,
abalroada em cada fôlego.
Seja a compreensão do mundo,
esta fadiga que transpiro.
Ganhe vida, ela, que colida com a tua,
provocando o parto de uma nova ideia.
Livre da jaula do preconceito,
não seja mais domada pelo formalismo do erudito.
Que de tanto que quer ver,
fica cego, imune à beleza da obra.
De um colorido espontâneo,
de uma paixão assolapada,
de uma força intrínseca,
de uma mão cheia de nada.
"Na música não há teorias...basta escutar. A regra é o prazer!" Debussy
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