Lista de Poemas
Ofélia
Que rosto perdi na água,
Transparência perturbada,
Íris d’água cor do tempo.
Nunca a figura do sonho
Me pareceu tão velada —
Vejo só a meia-lua
Da sua nuca inclinada.
Edifício d’água e sombra
Que a corrente desmanchava
E em meus cabelos ao sul
As grinaldas desfolhava.
Deixai-me afundar nas frias
Solidões de junco e mágoa,
E de mim própria ausente
Repousar à sombra d’água.
Primavera
Não era a que sabias.
Vinha em lua minguante
A espaços vestida
Por espelhos azuis
E narcisos de frio.
Que remanso tão meigo
Em seus peitos havia!
Que miosótis de leite
Em suas veias tíbias,
Três tangentes tocavam
O seu coração dúbio.
Não lhe soubeste o corpo —
Terra da madrugada
Que se dava ferida,
Nem os seus cursos de água.
Olhavas tão ao longe
Enquanto o amor te olhava.
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Entre 1952 e 1956 viajou pela Europa acompanhando o marido em missões culturais de difusão da literatura brasileira. Em 1957 fixaram-se em Roma, onde, durante 18 anos, a sua casa se tornou lugar de referência para escritores e artistas plásticos.
Foi amiga de Albert Camus, René Char, Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto, Luciana Stegagno Picchio, Sophia de Mello Breyner e Maria Helena Vieira da Silva, entre outros.
O seu livro de estreia Dançado Destino, foi Prémio Fábio Prado de Poesia. Traduziu Murder in the Cathedral , de T. S. Eliot, A Midsummer Night's Dream, de Shakespeare, e Calígula, de Albert Camus. Publicou também traduções do italiano e poemas em revistas e antologias no Brasil e na Itália.
Maria da Saudade Cortesão Mendes, poeta e tradutora de obras estrangeiras para a língua portuguesa.
Portuguesa de nascimento, Maria da Saudade passou grande parte da vida no Exterior. Com o agravamento da II Guerra Mundial, seu pai, o dramaturgo, poeta e historiador Jaime Cortesão, opositor do ditador Salazar, transferiu-se para o Rio de Janeiro com a família, após passar por Paris e Madrid.
No Brasil, Maria da Saudade conheceu Murilo Mendes, com quem casou-se em 1947. Acompanhando o marido em missões de difusão da literatura brasileira, a poeta viajou pela Europa de 1952 a 1956. No ano seguinte, o casal fixou residência em Roma. Conviveu com Albert Camus, René Char, Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto, entre outros.
Depois de ficar viúva, em 1975, radicou-se em Lisboa, onde continuou suas atividades e começou novos projetos, com ajuda de amigos do marido, o museu de arte de Murilo Mendes e a sua cátedra.
Seu livro de estreia, Dançado Destino, recebeu o Prêmio Fábio Prado de Poesia. Entre as obras que traduziu estão Murder in the Cathedral, de Eliot, A Midsummer Nights Dream, de Shakespeare, e Calígula, de Albert Camus.
Maria da Saudade Cortesão Mendes morreu na quinta-feira, 25 de novembro de 2010, aos 97 anos, em Lisboa, Portugal. Ela era viúva do poeta brasileiro Murilo Mendes e irmã da ambientalista Judith Cortesão (falecida em 2007).
À Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Maria da Saudade doou parte do acervo de Murilo Mendes.
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