Lista de Poemas

Filénis, mulher-homem, enraba putos

VII,67

Filénis, mulher-homem, enraba putos
e, mais ardente que macho entesado,
devora por dia onze raparigas.
De saia arregaçada, joga à bola,
coberta de pó, e com braço fácil
maneja halteres pesados para maricas.
Da palestra poeirenta sai enlameada,
e submete-se às pancadas e ao óleo do massagista.
Não janta, não se reclina junto à mesa
sem antes vomitar umas boas litradas,
e outro tanto se dispõe desde logo a beber
mal engole dúzia e meia de almôndegas.
Depois de tudo isto, quando volta ao deboche,
não brocha (acto que julga pouco viril),
mas põe-se a devorar o sexo às raparigas.
Possam os deuses, Filénis, restituir-te o juízo,
tu que achas próprio de homens lamber conas!

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VI, 4 - AO IMPERADOR DOMICIANO

Censor supremo, príncipe dos príncipes,
Tantos triunfos te devia Roma,
E tanto templo novo ou restaurado,
E tantos deuses, urbes, espectáculos!
E mais te deve agora: a pudicícia.

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I, 34 - A FIDENTINO

O que recitas livro, ó Fidentino, é meu.
Mas mal quanto o recitas a ser teu começa.

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Tu depilas o peito

II,62

Tu depilas o peito, as pernas e os braços,
à volta do caralho cortas o pêlo curto,
para agradar, Labieno (quem o ignora?) à tua amante.
Mas a quem queres tu agradar, Labieno, ao depilar o cu?

III,71

Dói o caralho ao teu escravo
E a ti, Névolo, o cu.
Mesmo sem ser adivinho
sei bem de que raça és tu!

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O mal que se quer esconder acaba por ser o maior.
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Não temas nem desejes o teu último dia.
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Se houver Mecenas, Flaco, não faltarão Virgílios.
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Se não te decides a saber quem és, acabas por não ser nada.
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É melhor demonstrar com naturalidade um defeito que talvez seja insignificante;
se o esconderes, parecerá maior.
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Elogiam aquele, mas lêem este!
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