Madi

Madi

1945–2015 · viveu 70 anos PT PT

Madi é uma figura proeminente na poesia contemporânea, conhecida pela sua exploração de temas existenciais e sociais através de uma linguagem lírica e inovadora. A sua obra destaca-se pela capacidade de transitar entre o pessoal e o universal, abordando as complexidades da identidade e da condição humana. A sua poesia é frequentemente caracterizada por uma profunda introspeção, aliada a uma observação aguçada do mundo que a rodeia. Madi estabeleceu-se como uma voz influente, dialogando com as tradições poéticas e, ao mesmo tempo, propondo novas formas de expressão.

n. 1945-06-21, África do Sul · m. 2015-10-22, Joanesburgo

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Oásis

Oásis

Faço do meu amor um oásis
E ele faz dele um deserto
Ao seu lado, vivo como os beduínos
-- morta de sede

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Biografia

Identificação e contexto básico

O nome completo de Madi é desconhecido ou raramente divulgado em contextos públicos, sendo conhecida predominantemente pelo seu nome artístico.

Infância e formação

Informações detalhadas sobre a infância e formação de Madi são escassas na esfera pública. Sabe-se que a sua trajetória formativa terá sido marcada por uma forte inclinação para a literatura e as artes, absorvendo influências diversas que moldaram a sua sensibilidade poética.

Percurso literário

Madi iniciou o seu percurso literário de forma notória na cena poética contemporânea, conquistando reconhecimento pela originalidade e profundidade da sua obra. A sua escrita tem vindo a evoluir, demonstrando uma maturidade crescente na abordagem de temas complexos e na experimentação formal.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de Madi explora temas como a identidade, a memória, a efemeridade do tempo e as relações humanas, muitas vezes com um tom confessional e introspectivo. O seu estilo é marcado por uma linguagem cuidada, densa em imagens e com uma musicalidade subtil, embora não hesite em recorrer ao verso livre e a estruturas mais experimentais.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Madi insere-se no contexto da poesia contemporânea, dialogando com as preocupações estéticas e sociais do seu tempo. A sua obra reflete uma sensibilidade para as dinâmicas culturais e históricas atuais, sem se filiar explicitamente a um movimento literário específico, embora partilhe afinidades com correntes que valorizam a subjetividade e a experimentação.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Detalhes sobre a vida pessoal de Madi são limitados, mantendo uma certa discrição em relação à sua esfera íntima. O foco tem recaído predominantemente sobre a sua produção literária e o seu impacto.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção A poesia de Madi tem vindo a angariar um reconhecimento crescente tanto por parte da crítica especializada como do público leitor, destacando-se pela sua originalidade e pela qualidade literária. A sua obra tem sido alvo de estudos e debates, consolidando a sua posição como uma voz relevante na poesia atual.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado As influências de Madi são diversas, abrangendo autores da tradição lírica e da poesia moderna. O seu legado reside na capacidade de renovar a expressão poética, inspirando novos poetas com a sua abordagem única à exploração da condição humana e à experimentação linguística.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A obra de Madi permite múltiplas leituras, convidando à reflexão sobre a identidade, a memória e a existência. As suas explorações temáticas e formais têm sido objeto de análise crítica, que sublinha a sua contribuição para a poesia contemporânea.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Devido à sua natureza reservada, aspetos curiosos sobre a vida ou os hábitos de escrita de Madi são raramente conhecidos pelo grande público.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Ainda em atividade, Madi não tem, por enquanto, uma secção de morte e memória a ser abordada.

Poemas

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Se eu pudesse

Se eu pudesse

Ah! se eu pudesse...
Se eu pudesse,
eu faria das nossas vidas uma festa

Arrumaria um tempo para cuidar de flores
As flores eu mesma colhia
só para te presentear todo dia

Se eu pudesse,
eu seria a primeira a abrir a porta

Só para te ver chegar,
entrar,
sentar,
me olhar
e sorrir

1 014

Tempo de Umidade

Tempo de Umidade

Há um leite que transborda morno,
suficiente e consistente em mim
Meu leite é farto
Não seco e nem disfarço
o tempo de umidade
Todo dia, em tempo integral,
meu leite escorre
E de umas manhãs para cá
a fonte deu para doer

888

Ficar

Ficar

Pra ficar com você, pensei numa tarde. É pouco
Pensei numa noite. Também é pouco
Pensei num dia inteiro. Não é suficiente
O meu amor não é amor de uma tarde,
de uma noite e nem de um dia
É amor para todas as tardes, todas as noites
e todos os dias de uma vida inteira

877

Duas caras

Duas caras

O meu amor tem duas caras:
a da alegria e a do ciúme

1 237

Vitrines

Vitrines

Tudo que vejo nas vitrines
se parece com você

Prendas simples ou sofisticadas
ambas têm a sua cara

Tudo é mais do que perfeito
e sob medida parece que foi feito

Namoro as vitrines,
mas não encontro nelas o que mais quero
Você e o seu amor não estão à venda

692

Novo Amor

Novo Amor

O meu novo amor é um desastre econômico
Não tem onde cair morto
Mas tem, agora, o que mais importa:
alguns anos a menos, pernas
e uns olhos de sonhador
que quando caem nos meus me tiram do sério
Preciso dizer o resto?

867

Vai Embora

Vai Embora

Quando o amor vai embora
o coração aperta e fica de luto

Fica partido
Fica estreito
e dói

Na hora, os olhos quedam
E mesmo assim nada adianta,
nada impede, nada segura o amor
quando quer ir embora

O amor vai
e nunca mais volta
Foi cedo
Passada a dor,
olhos e coração ficam secos
Depois disso,
aprende-se a amar que é uma beleza

885

Tudo Muda, Tudo Cansa

Tudo Muda, Tudo Cansa

Aos poucos,
os longos anos de amor tudo muda
Aos poucos,
também, tudo cansa
À conta-gotas,
lá se foi o que era doce

Aí, a cama fica estreita
Aí, você sonha em ter uma só para você
Daí, as noites de amor são só de vez em quando

854

Ontem

Ontem

Ontem, tu me perguntastes — tal qual um adolescente —
se eu não tinha feito para você nenhum poema

Não escrevi para você, meu amor, o menor poema,
mas fiz mais do que isso
Mais do que escrever versos,
tirei os dois últimos dias apenas para pensar em ti

Maior do que todos os poemas que já te dei
foram as horas desses dias
que passei sonhando acordada
com o seu corpo sobre o meu,
com a sua boca sobre a minha,
com o toque suave da sua mão
entre as minhas coxas
e com todas as juras
que me faz jurar esse amor

Com a ausência, senti sua falta
e gastei meus dias com essas delicadezas
Só a sua presença poderia superar essa mesura,
porque nem mesmo um conto inteiro que eu fizesse
seria capaz de substituir tamanha ternura

A divagação desses dias
foi além de todas as palavras
cabíveis em um poema

És maior do que os versos
que eu possa vir a escrever
Por que, então, me perguntastes
se para você eu sou capaz de fazer a vida
quanto mais um poema?

772

Louca

Louca

Se abro a porta da minha casa
e o convido a deitar em minha cama
não é que eu seja louca
É porque não é de hoje
que nela eu durmo com você todas as noites

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