Liz Christine

Liz Christine

1926–2011 · viveu 84 anos PT PT

Liz Christine é uma poetisa contemporânea cuja obra se destaca pela exploração de temas como o amor, a efemeridade da vida e a busca por identidade em um mundo em constante mudança. Sua poesia, muitas vezes marcada por um tom confessional e introspectivo, utiliza uma linguagem acessível e carregada de imagens sensoriais. A autora transita entre o pessoal e o universal, convidando o leitor a uma profunda reflexão sobre as emoções e as experiências humanas. Sua escrita reflete as sensibilidades e as inquietações da geração atual.

n. 1926-10-31, Leeds · m. 2011-10-29, Leeds

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Inverno

Erotismo eterno
Demônios de inverno
Copulando em minha mente
Meu corpo sente
Arrepios me percorrendo
Isso dói... Mas não pare
Meu corpo precisa
De você me aquecendo

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Poemas

25

Inverno

Erotismo eterno
Demônios de inverno
Copulando em minha mente
Meu corpo sente
Arrepios me percorrendo
Isso dói... Mas não pare
Meu corpo precisa
De você me aquecendo

1 687

Paixão

O que é a paixão?
Você consegue definir
O imenso
Tesão
Você é capaz de sentir?
O choque intenso
A me confundir
Mergulhar
Ou fugir?
Aproveitar
Ou amargar?
Prazer ou decepção?
Amada
Ou usada?
Paixão...
Te amo, te uso
Escrevo, abuso
Porque você me fudeu
E foi o melhor que me aconteceu
Em toda a minha vida...
Te amo, fudida...
Você me corrompeu
Me conduziu à fidelidade
E te amo de verdade

914

Depravação

Escrever poesia sobre poesia?
Seu corpo é poesia
Sua voz me domina
Tão macia
Você é matéria-prima
Se converte
em poesia
Sua voz me derrete
Você é doce melodia
Que me aquece
Toque, pele, olhar
Basta respirar
Sua respiração
me excita
Porque arte é tesão
Paixão na escrita
Quero sua penetração

Invadida
Pela criação
Fudida
Por você, paixão
Eu quero, preciso e me entrego
Te amo e não mais nego
Não nego, omitir
Não é admitir...

Nem ouse perguntar
Escrevo por estar
Sentindo
Que amar
É forte, intenso, lindo
Seu olhar
Me despindo
Vem me seduzindo
Vem... e me abraça
E me pega
Com violência, amor
Sou devassa
Minha mão escorrega

E já estou te abraçando
Seus dedos deslizam
Provocando
Prazer... arrepios... desejos
Que se concretizam
E já estou segurando
A paixão concretizada
Não está mais assustando?
Amor... continue me depravando

Depravar é alterar
E estou me entregando
Te amar
Não está me machucando

Você tinha razão...
Amor é prazer e diversão
Com conteúdo
E tesão
Profundo
Amor é tudo

3 063

Hímem

Era uma vez um hímem...
Que não sangrou
Ao ser rompido
Inocência perdida
Adorei ser corrompida
Era uma vez um hímem...
Um hímem rompido
Seu desejo atendido
Em mim nada mudou
Meu hímem que se foi
E nada levou
Foi uma dorzinha desagradável
(mas não insuportável)
Fortalecendo a relação
Ficando intacta nossa paixão

1 070

Lilith

Ah, delírio que me erotiza...
Você me despreza, você me pisa...
Me xinga e me avisa...
Que posso fazer?
Eu quero você e gosto de sofrer.
Não é doentio,
É doce esse martírio...
Você é meu desafio.
Quero ser amarrada,
Quero ser queimada...
Pelo fogo da paixão,
Me morde com tesão.
Me morde e me usa...
Depois você me acusa...
De louca e confusa.
Vai, usa, abusa,
Xinga, morde, pisa.
Quero ser espancada,
Quero ficar marcada...
Pela dor dessa paixão...
Quero a marca da sua mão...
Em meu corpo, olhos e coração.
Te amar é morrer...
Me afogar no prazer.

1 243

Passional

Seu olhar me desconcerta
Penetrante Inquietante
O prazer que em mim desperta
Inquietante Deslumbrante
Ter você sob as cobertas
Deslumbrante Fascinante

O fascínio do teu corpo
Me perco em suas curvas
Em cada esquina deste corpo

Você é minha perdição
Ao mesmo tempo é a razão
Da escrita com paixão

Observo contemplando
Esperando
Sua ação
Faça comigo o que desejar
Sei que vou gostar

Não quer escrever?
Não. Quero apenas você
Linda envolvente
Eterna adolescente
De beleza incandescente

Sua sensualidade latejando
Seus olhos convidam
Todo meu corpo desejando
Você me acariciando

Acabo por escrever
sobre a intensidade
De te querer

Inteligência provocante
A libido reclama
sufocante
Presença fascinante
Em minha cama
Ou banheiro, cozinha, chão
Só importa nossa paixão

1 038

Orgasmo

Sexo
adorável
palavra
Ato
delicioso
incansável
Corpo
curvas derrapantes
maravilhoso
Você
estou condenada
você é a culpada
De desejos ardentes
Noite gelada
Inverno na madrugada
Parece verão
Corpo febril
Culpa da paixão
Seu rosto infantil
Sorrindo
Não pare...
Estou quase atingindo.

1 166

Trufas

Amanhecendo Clareando

E eu aqui vagando
Trufas devorando
Em você pensando

Se escolher
possível fosse
Não seria exatamente

Trufa a ser devorada
Seria claro
Você a ser beijada

Agarrada Mastigada
Amassada
Coitada!

1 304

Matando

Eu passional
Eu criando
Você, você, eu mal
Consigo assistir
Eu desenhando
Aula, aula, preciso fugir
Que saco, eu desenho
Seu corpo, eu tenho
Que sentir

Paixão! Criação!

Seu beijo em meu pescoço
Uma mordida
Meus lábios
Seduzida
Delirando
Tão sábios
Sabem, os seus, me fazem
Eu gozando

Aula chata!
Não acaba, não mata
Minha fome de você

Amo, minha fome
É o desejo que me consome
E preciso fugir Matar
Aula e me alimentar
Porque já estou quase desmaiando
De fome, imaginando...

Ao leite ou derretido
Com passas ou crocante
Puro ou pervertido
Com recheio
É excitante
Eu saboreio
Te mordo
E meu corpo todo
Lambuzada
Chocolate
Fina arte
Transformada
Misturada
Ao sabor supremo
Meu chocolate
Meu veneno
Você é arte
Só você extermina
Minha melancolia
Você, serotonina
Que me vicia

843

Juvenal

(Juvenal em minha cama)

Cabelo molhado, meu travesseiro reclama...
Um urso apaixonado em minha cama...
E eu viajo e me acho... Deitada, desejando...
Se você fosse esse ursinho que estou abraçando...
Que estou sentindo... sobre mim, urso da coca-cola
me cobrindo... Minha nudez, e esse calor...
Calor, despenteada pelo ventilador,
deitada, meu cabelo continua molhado...
E esse urso deitado...
Sobre o meu corpo, crescendo o calor, me tirando...
O sono, e ansiando... A sua presença, apareça...
Meu urso da coca-cola precisa dormir...
E eu preciso te sentir... Entrando...
Nesse quarto, nessa sauna, deitando...
Ao meu lado? Não, no chão... E meu cabelo continua molhado... Evaporação, concentração... Preciso diluir essa paixão... Disfarçando com bobeiras o conteúdo, misturando tudo...
Vem me possuir nesse chão... Me tire da cama...
É o meu urso quem te chama...

(Meu ursinho Juvenal)

E Juju me alivia
Meu ursinho confidente
Me abraça, só me faça
Perdidamente
Equilibrada
Aprisionada
Livremente
Estou te usando
Para escrever
Abusando
Pobre Juvenal
Quero te ver
Falando
Ursinho passional
Me domina
Fale, Juvenal
Defina
Esse sentimento
Que ilumina
Que se faz alimento
Que me gera poesia
Me esvazia
Extravazar

Amar
É o mais belo caminho
Para se encontrar
Perdida
Meu ursinho
Sem medo, sem pudor
Envolvida
Escrevo por impulso
Por você, amor
E amo meu urso
E quero ser fudida
Te encontrar, eu perdida
Me fode, me possua
Você sabe que sou sua

(Juvenal II)

Meu melhor amigo
Meu ursinho
É fofo comigo
Mas prefiro
Seu carinho
E respiro
Tristemente
Você ausente
Por impulso
Beijo ardente
Me abraça
Beijei meu urso
Não me faça
Sentir
Falta de calor
Humano e rir
Rir e sentir
Existe amor?
Juvenal
Diz que é real
Sim, existe
E só faz bem
Não resiste
Amor, vem...

1 101

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