Lista de Poemas
O amor é belo
Um desabafo contra o amor comercial e banal. Comentem e critiquem... E sugiram mudanças!
O amor é belo.
Sobre ele escreve
o poeta
Sobre ele canta
o cantor
Por ele se gasta
tanta caneta
Já não aguento
Tanto amor!
Sobre ele canta
O cantor...
Sobre ele canta
o cantor......
Sobre ele canta
o cantor.........
Todos gostam
Amor e beleza
Amor e amores
Amor e desamores
Amor e tristeza
Todos ganham
Amor e sexo
Amor violento
Amor avarento
Amor sem nexo
Todos pagam
Amor eterno
Amor feio
Amor sem freio
Amor inferno!
o amor é...é demais!
Peço desculpa,
mas eu já
não aguento
mais.
Zé Faia
O amor é belo.
Sobre ele escreve
o poeta
Sobre ele canta
o cantor
Por ele se gasta
tanta caneta
Já não aguento
Tanto amor!
Sobre ele canta
O cantor...
Sobre ele canta
o cantor......
Sobre ele canta
o cantor.........
Todos gostam
Amor e beleza
Amor e amores
Amor e desamores
Amor e tristeza
Todos ganham
Amor e sexo
Amor violento
Amor avarento
Amor sem nexo
Todos pagam
Amor eterno
Amor feio
Amor sem freio
Amor inferno!
o amor é...é demais!
Peço desculpa,
mas eu já
não aguento
mais.
Zé Faia
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Sofrimento
Versos ao jeito de um Fado triste qualquer. Ficam bem com o Fado Menor, enjeitando mais um verso e não repetindo os tercetos. Mas também ficam muito bem com o Fado Vitória. A cantar, fica bem dar uma pequena pausa, e depois um ênfase quando se canta ",morta!", variando a nota da voz na mesma sílaba, porque o verso não ficou muito poético, mas fica assim bem rematado e
disfarça.
O luto já dita a hora
Dobra o sino, o céu chora
Aqui caio em sofimento
Saudade mais que sincera
Arde no peito uma fera
Que eu mereço este tormento
Quem forjou a vida em espera
E da ausência fizera
A força, vida de te ver
Não pode que ser mandada
Insultada, fustigada
Pela razão de viver
As ondas são canhões que troam
Meu coração não perdoam
E aqui me deixam, morta!
Que vida, triste sorte
Se pode esperar da morte
Do amor que não mais volta!
disfarça.
O luto já dita a hora
Dobra o sino, o céu chora
Aqui caio em sofimento
Saudade mais que sincera
Arde no peito uma fera
Que eu mereço este tormento
Quem forjou a vida em espera
E da ausência fizera
A força, vida de te ver
Não pode que ser mandada
Insultada, fustigada
Pela razão de viver
As ondas são canhões que troam
Meu coração não perdoam
E aqui me deixam, morta!
Que vida, triste sorte
Se pode esperar da morte
Do amor que não mais volta!
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A Pátria
Mais uns versos que podem ser cantados ao bom jeito popular português, sempre alegre, aqui com acordes e tudo :)
A E7
Comigo mandaram vir um dia
E7 A
Por não respeitar a nossa bandeira
A E7
Disseram que os símbolos da pátria
E7 A
Ai, não são coisa para brincadeira
A E7
Mas quando falam em pátria não penso
E7 A
Numa bandeira, hino ou presidente
A E7
A minha pátria é a minha língua
E7 A
A maneira de ser da minha gente
A E7
A minha pátria é o meu sotaque
E7 A
E a maneira de eu me vestir
A E7
É o que eu canto, é o que eu danço
E7 A
É a desgarrada que nos faz sorrir
A E7
Mas mais que isto tudo a minha pátria
E7 A
É a minha família, os meus amigos
A E7
São os que vivem para os outros
E7 A
E os que trabalham sol a sol comigo
A E7
Mais que um trapo de cores garrido
E7 A
Mais do que um hino que nos manda a marchar
A E7
A pátria é a guitarra que chora
E7 A E7, A
E é o fadista que chora a cantar!
A E7
Comigo mandaram vir um dia
E7 A
Por não respeitar a nossa bandeira
A E7
Disseram que os símbolos da pátria
E7 A
Ai, não são coisa para brincadeira
A E7
Mas quando falam em pátria não penso
E7 A
Numa bandeira, hino ou presidente
A E7
A minha pátria é a minha língua
E7 A
A maneira de ser da minha gente
A E7
A minha pátria é o meu sotaque
E7 A
E a maneira de eu me vestir
A E7
É o que eu canto, é o que eu danço
E7 A
É a desgarrada que nos faz sorrir
A E7
Mas mais que isto tudo a minha pátria
E7 A
É a minha família, os meus amigos
A E7
São os que vivem para os outros
E7 A
E os que trabalham sol a sol comigo
A E7
Mais que um trapo de cores garrido
E7 A
Mais do que um hino que nos manda a marchar
A E7
A pátria é a guitarra que chora
E7 A E7, A
E é o fadista que chora a cantar!
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Foge Demo!!!
Uns versos que podem ser cantados ao jeito popular, ao som dos acordes A e E7, repetindo quem quizer qualquer verso (os dois últimos, só o último ou dois a dois). Puz uma sugestão de repetição, com uma interjeição pelo meio (fica bem) mas que não quizer não siga. Também quem encontrar acordes melhores que avise. É sobre o êxodo rural, mas é para ser cantado em modo alegre :)
Foge Demo bate o pé
Bate o dedo na madeira
Se não for com a maré
Há-de ir doutra maneira
Foooooge!...
Há-de ir doutra maneira
Cada um tem seu amor
Seu amor que bem merece
Esta gente não arreda
Quem cá fica é quem não esquece
Chéééé!...
Quem cá fica é quem não esquece
Foge aldeia foge monte,
Foge rio que bem choraste
Quem lá vai já cá não volta
Foge demo que o levaste
Ahhhh...Sápe!
Foge demo que o levaste
Foge aldeia me pariste
Quem diria que dissesse
Mãe de pedra faz-se triste
Este povo não te esquece
Ai aldeia!
Este povo não te esquece
Ai aldeia!
Este povo não te esquece
Ai aldeia!...
Este povo não te esquece!
Foge Demo bate o pé
Bate o dedo na madeira
Se não for com a maré
Há-de ir doutra maneira
Foooooge!...
Há-de ir doutra maneira
Cada um tem seu amor
Seu amor que bem merece
Esta gente não arreda
Quem cá fica é quem não esquece
Chéééé!...
Quem cá fica é quem não esquece
Foge aldeia foge monte,
Foge rio que bem choraste
Quem lá vai já cá não volta
Foge demo que o levaste
Ahhhh...Sápe!
Foge demo que o levaste
Foge aldeia me pariste
Quem diria que dissesse
Mãe de pedra faz-se triste
Este povo não te esquece
Ai aldeia!
Este povo não te esquece
Ai aldeia!
Este povo não te esquece
Ai aldeia!...
Este povo não te esquece!
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Bandarra II
Portugal, sim, o Quinto Império!
Pessoa repousa em catedral serena
Cairá da terra todo o mistério
Quando deixar a alma de ser pequena
Quando a simples mente for a grande
Por se juntar a todas as que encontrar
Que ninguém acredite, que ninguém mande
Quando a Terra Humana for o nosso mar
Da língua sim, mas não da nossa,
Partirá a flecha da Nova Guerra
Império sim, mas que Homem possa
sem Imperador mandar na própria Terra
O pão alvo virá feito em coro
E em justiça será repartido
Da mulher riso, do homem choro
Por nós foi o ceptro de ouro derretido
Pondera o padre, candeia num vale fundo
Duvida da Ideia, o supremo poeta
A Verdade, a que é dona do mundo
Diz que o Messias é um humilde profeta.
Não morreu por alguém
Em vida não foi mais que humilde sapateiro
Mas não me desmente ninguém:
Quando digo que agitou Portugal inteiro.
Mas virá a razão, numa manhã de nevoeiro
Ao longe trombetas do querido passado
Do Encoberto vem o exército inteiro
Dar o mito fatal por morto e acabado
Chora a fonte, na velha aldeia
Alguém fez as malas ao das terras senhor
Ignoram idosos que a nova ideia
À fonte dará forte e velho fulgor
A nós espia a Europa inteira
Tremem as pernas ao viril soberano
Mas os povos se inspiram de igual maneira
Do Novo Mundo Livre Portugal é decano!
Zé Faia
Pessoa repousa em catedral serena
Cairá da terra todo o mistério
Quando deixar a alma de ser pequena
Quando a simples mente for a grande
Por se juntar a todas as que encontrar
Que ninguém acredite, que ninguém mande
Quando a Terra Humana for o nosso mar
Da língua sim, mas não da nossa,
Partirá a flecha da Nova Guerra
Império sim, mas que Homem possa
sem Imperador mandar na própria Terra
O pão alvo virá feito em coro
E em justiça será repartido
Da mulher riso, do homem choro
Por nós foi o ceptro de ouro derretido
Pondera o padre, candeia num vale fundo
Duvida da Ideia, o supremo poeta
A Verdade, a que é dona do mundo
Diz que o Messias é um humilde profeta.
Não morreu por alguém
Em vida não foi mais que humilde sapateiro
Mas não me desmente ninguém:
Quando digo que agitou Portugal inteiro.
Mas virá a razão, numa manhã de nevoeiro
Ao longe trombetas do querido passado
Do Encoberto vem o exército inteiro
Dar o mito fatal por morto e acabado
Chora a fonte, na velha aldeia
Alguém fez as malas ao das terras senhor
Ignoram idosos que a nova ideia
À fonte dará forte e velho fulgor
A nós espia a Europa inteira
Tremem as pernas ao viril soberano
Mas os povos se inspiram de igual maneira
Do Novo Mundo Livre Portugal é decano!
Zé Faia
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Bandarra I
Uns versos ao velho sapateiro... Não tirem conclusões fáceis, não sou sebastianista, apenas não ignoro o espírito do povo que é meu :)
Bandarra, se ninguém te chama fadista
É porque o tempo perdeu o teu cantar
O fado, que é coisa do homem não vista
Nasceu irmão do teu adivinhar
Tivera esse destino de terra inteira
De um dia ao longe se ouvir trovejar
Batalha travada e perdida na areia
Já calou o vento do velho cantar
Bandarra, ao povo deste e tiraste amos
Usadas as crenças para o bem e para o mal
Mas não esquece este coração jovem de anos
Não esquece que um dia morreu Portugal
Zé Faia
Bandarra, se ninguém te chama fadista
É porque o tempo perdeu o teu cantar
O fado, que é coisa do homem não vista
Nasceu irmão do teu adivinhar
Tivera esse destino de terra inteira
De um dia ao longe se ouvir trovejar
Batalha travada e perdida na areia
Já calou o vento do velho cantar
Bandarra, ao povo deste e tiraste amos
Usadas as crenças para o bem e para o mal
Mas não esquece este coração jovem de anos
Não esquece que um dia morreu Portugal
Zé Faia
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Hilda Hilst (Jaú SP 1930) formou-se em direito na Universidade de São Paulo – USP, em 1948. Em 1950 foi lançado seu primeiro livro de poesia, Presságio. Na década de 1960 produziu oito textos para teatro; sua peça O Verdugo ganhou o Prêmio Anchieta de Teatro, em 1969. Entre 1970 e 1993 publicou dez livros de ficção, entre os quais Ficções, que ganhou o prêmio de melhor livro do ano (ficção) em 1977, concedido pela Associação Paulista dos Críticos de Arte. Na década de 1990 foi cronista do jornal Correio Popular, de Campinas SP. Em 1984 foi laureada com o Prêmio Jabuti de Poesia, para o livro Cantares de Perda e Predileção (1983). É autora de extensa obra poética, que inclui os livros Baladas de Alzira (1951), Sete Cantos do Poeta para o Anjo (1962), Da Morte. Odes Mínimas (1980), Bufólicas (1992) e Do Amor (1999). A poesia de Hilda Hilst geralmente é filiada à terceira geração do Modernismo. No entanto, segundo o crítico Léo Gilson Ribeiro, "Hilda Hilst mantém a singularidade de se ter mantido incólume a todos os modismos que marcaram a nossa poesia a partir de 1922".
Hilda Hilst nasceu em Jaú, São Paulo, em 1930. Estudou direito no Largo São Francisco, na Universidade de São Paulo e publicou o primeiro livro em 1950. Ainda que seus primeiros trabalhos tenham chamado a atenção de um crítico como Sérgio Buarque de Holanda, ela passaria a reunir sua obra poética a partir do volumeRoteiro do silêncio, de 1959. Entre seus trabalhos poéticos mais conhecidos, podemos mencionar os volumesTrovas de muito amor para um amado senhor (1961),Júbilo, memória, noviciado da paixão (1974),Da Morte. Odes mínimas (1980) eCantares do Sem Nome e de Partidas (1995).
Foi ao fim da década de 60 e início da década de 70, no entanto, que Hilda Hilst transformou-se na escritora plural e versátil que faria dela uma das figuras mais produtivas da literatura brasileira das últimas décadas. Em dois anos, entre 1967 e 69, ela produz seus textos para o teatro. Em 1970, publica o primeiro trabalho em prosa, intituladoFluxo-Floema, que seria seguido por aquele que é um dos livros mais assombrosos do pós-guerra:Qadós (1973), além de A obscena senhora D (1982) eCom meus olhos de cão e outras novelas (1986).
Já se escreveu algumas vezes sobre uma possível separação contraditória que alguns sentem entre sua prosa e sua poesia, cada qual apontando para tradições aparentemente distintas. Hilda Hilst costumava citar o senhor Caio ValérioCatulo (84 a.C. - 54 a.C.) como uma de suas principais referências poéticas. Quando se tratava da prosa, Hilst citava Samuel Beckett (1906 - 1989). Talvez os críticos que vêem esta aparente "contradição" entre sua poesia, muitas vezes classicizante, e sua prosa altamente experimental, deixem-se levar em demasiado pela "distância temporal" entre suas referências.
Catulo, entre os chamados "poetas novos", privilegiava uma linguagem direta, e havia nele, a meu ver, uma alta consciência das limitações do ser humano, uma tentativa de aceitação de sua carnalidade e mortalidade, uma recusa da sublimação metafísica. Isto não estaria muito distante, talvez, do projeto de escritores "modernos" (o próprio Catulo foi assim chamado) como Samuel Beckett, milênios depois. Tanto Catulo como Beckett demonstravam suspeitar de grandiosidades metafísicas que, por ignorarem muitas vezes estas limitações carnais e mortais humanas, a eles pareciam falácias, ilusões que eles não se cansariam de satirizar.
Gosto de pensar no trabalho de Hilda Hilst como um instante sutil de apagamento das fronteiras entre os gêneros literários. É claro que isso não ocorre em todos os seus textos. Mas seu trânsito entre gêneros nos romances é muito patente. Se o poeta é aquele que apresenta completa consciência da materialidade da linguagem, podemos sentir tal fator em todos os textos de Hilda Hilst, tanto os que apresentam quebras-de-linha (sendo assim chamados de poemas) ou os que se expandem em linhas até a margem direita da página, sendo chamados de textos em prosa. Ao mesmo tempo, se a poesia de Hilda Hilst apresenta uma limpidez sintática que a aproxima da prosa, sua prosa lança mão de uma densidade semântica que geralmente associamos à poesia. Em versos ou em sentenças, a textualidade em Hilda Hilst alcança um alto teor de materialidade linguística. São textos tesos e densos (talvez mais que concretos), como em Catulo e Beckett.
E, como Catulo e Beckett, Hilst é uma escritora do riso angustiado. Pois é umaangst/angústia que perpassa toda a obra de Hilda Hilst, na qual a carnalidade e mortalidade humanas são reconhecidas, mas estão longe de serem aceitas.
--- Ricardo Domeneck
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