Lista de Poemas
Moça do fado
A moça vai tecendo o seu viver
Enquanto os galos tecem a manhã.
Na boca, o seu chiclete de hortelã;
Na bolsa, um troco em troca de prazer.
Costura o seu destino sem saber
O que a reserva o dia de amanhã.
Por hoje, quase ao fim do seu afã,
Não tem mais tantas coisas a perder.
Trajando uma existência dolorida
Bem cedo se tornou mulher da vida,
Brilhando entre os ditames da indecência...
A aurora descortina um novo dia
E enquanto a moça observa a hipocrisia,
Relembra os tempos bons da adolescência.
Enquanto os galos tecem a manhã.
Na boca, o seu chiclete de hortelã;
Na bolsa, um troco em troca de prazer.
Costura o seu destino sem saber
O que a reserva o dia de amanhã.
Por hoje, quase ao fim do seu afã,
Não tem mais tantas coisas a perder.
Trajando uma existência dolorida
Bem cedo se tornou mulher da vida,
Brilhando entre os ditames da indecência...
A aurora descortina um novo dia
E enquanto a moça observa a hipocrisia,
Relembra os tempos bons da adolescência.
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Ofício de poeta
Definitivamente, não escrevo!
Antes, derramo a tinta sobre o papel.
E nesse eterno descompasso
Vou tentando transmitir alguma emoção.
Mas para ficar mais simples
Na arte de tentar uma definição
Eu poderia dizer que redijo algumas vezes.
Entretanto, não sei... Não sei...
No mais das vezes sou ininteligível.
Ninguém entende e ninguém procura entender...
Bem sei que, em se tratando de poesia,
Muitas vezes a maior beleza não está no visível,
Não está na clareza da mensagem, mas, justamente,
Na curiosidade e na desconfiança do que se lê.
Neste ofício não sei bem o que é demasiado nobre
E o que é, decerto, tão sem-valor.
É que não vi tal padrão,
Não estudei a ciência de ser igual...
No mais, gosto de ficar pensando:
... Penso
Existo...
Desisto...
Antes, derramo a tinta sobre o papel.
E nesse eterno descompasso
Vou tentando transmitir alguma emoção.
Mas para ficar mais simples
Na arte de tentar uma definição
Eu poderia dizer que redijo algumas vezes.
Entretanto, não sei... Não sei...
No mais das vezes sou ininteligível.
Ninguém entende e ninguém procura entender...
Bem sei que, em se tratando de poesia,
Muitas vezes a maior beleza não está no visível,
Não está na clareza da mensagem, mas, justamente,
Na curiosidade e na desconfiança do que se lê.
Neste ofício não sei bem o que é demasiado nobre
E o que é, decerto, tão sem-valor.
É que não vi tal padrão,
Não estudei a ciência de ser igual...
No mais, gosto de ficar pensando:
... Penso
Existo...
Desisto...
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A mulher da praia
Aquela mulher da praia
Me dizia qualquer coisa
Eu não sei bem o que era
Talvez até fosse amor!
Seu olhar era distante
E voltado pra si mesma
Como quem perdeu pra sempre,
Como quem nunca encontrou...
A sua beleza simples
Sugeria algo tão nobre
Talvez estivesse triste
Ou talvez bem mais, não sei...
E a leve brisa que vinha
Trazia alguma esperança
E me avivava a lembrança
De alguém que tanto amei.
Me dizia qualquer coisa
Eu não sei bem o que era
Talvez até fosse amor!
Seu olhar era distante
E voltado pra si mesma
Como quem perdeu pra sempre,
Como quem nunca encontrou...
A sua beleza simples
Sugeria algo tão nobre
Talvez estivesse triste
Ou talvez bem mais, não sei...
E a leve brisa que vinha
Trazia alguma esperança
E me avivava a lembrança
De alguém que tanto amei.
👁️ 75
I'm going home
Na tarde fria
Já finda o dia
E o que me resta é poesia
O céu nublado
E o meu estado
É mesmo quase extasiado
Eu olho, quieto,
Um objeto
Mas algo soa incompleto
O sol já some
I’m going home
Assim a vida se consome
Já finda o dia
E o que me resta é poesia
O céu nublado
E o meu estado
É mesmo quase extasiado
Eu olho, quieto,
Um objeto
Mas algo soa incompleto
O sol já some
I’m going home
Assim a vida se consome
👁️ 74
Marielle, presente!
A bala
Abala
Porém
A bala
Não cala
A fala
E nem
Encurrala...
O tiro
Covarde
Resvala
Propala
E embala
A luta
Que cresce
Aumenta
Não para!
Não para!!
Não para!!!
Tentaram calá-la
Mas não conseguiram
Ousaram matá-la
Mas eles não viram
Que uma ideia
Não morre tão fácil
E se multiplica
Transcende, transpassa...
Não viram que ela
Era uma semente...
Marielle,
Presente!
Presente!!
Presente!!!
Abala
Porém
A bala
Não cala
A fala
E nem
Encurrala...
O tiro
Covarde
Resvala
Propala
E embala
A luta
Que cresce
Aumenta
Não para!
Não para!!
Não para!!!
Tentaram calá-la
Mas não conseguiram
Ousaram matá-la
Mas eles não viram
Que uma ideia
Não morre tão fácil
E se multiplica
Transcende, transpassa...
Não viram que ela
Era uma semente...
Marielle,
Presente!
Presente!!
Presente!!!
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Alta noite
Por tantas vezes paro, quase sem perceber,
E me deparo com algo tão estranho...
A noite e suas consequências
Imprimem uma marca tão forte,
Seus gritos, em muda sinfonia,
Fazem-me chorar, de forma tão imperceptível.
O silêncio sugere uma profunda reflexão
A cidade dorme e a calmaria me puxa para tão próximo de mim
As pseudofelicidades de tanta gente não me causam inveja.
Eu sonho tanto e a cada dia me decepciono mais
Com este mundo... Tão real...
E me deparo com algo tão estranho...
A noite e suas consequências
Imprimem uma marca tão forte,
Seus gritos, em muda sinfonia,
Fazem-me chorar, de forma tão imperceptível.
O silêncio sugere uma profunda reflexão
A cidade dorme e a calmaria me puxa para tão próximo de mim
As pseudofelicidades de tanta gente não me causam inveja.
Eu sonho tanto e a cada dia me decepciono mais
Com este mundo... Tão real...
👁️ 80
No mar da poesia
Navego pelo mar da poesia;
Deslizo por suave correnteza,
Mas sigo a rota sem ter a certeza
Do que me aguarda a cada novo dia.
A busca do lirismo é o que me guia;
Aos poucos vou ganhando mais destreza;
Enfrento as intempéries com firmeza
E assim venço a procela e a noite fria.
Adentro, então, por trechos mais profundos,
Visando descobrir os novos mundos
Em minha caravela, firme e forte...
Sei que há muitos segredos neste mar.
Não sei onde a viagem vai findar
Mas eu navegarei até a morte.
Deslizo por suave correnteza,
Mas sigo a rota sem ter a certeza
Do que me aguarda a cada novo dia.
A busca do lirismo é o que me guia;
Aos poucos vou ganhando mais destreza;
Enfrento as intempéries com firmeza
E assim venço a procela e a noite fria.
Adentro, então, por trechos mais profundos,
Visando descobrir os novos mundos
Em minha caravela, firme e forte...
Sei que há muitos segredos neste mar.
Não sei onde a viagem vai findar
Mas eu navegarei até a morte.
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Gilliard Santos da Silva nasceu em 04 de abril de 1988 e viveu toda sua infância e juventude no sertão de Madalena-CE. Em 2006 mudou-se para Fortaleza para estudar, tendo residido na histórica Casa do Estudante do Ceará. Bacharelou-se em administração, especializou-se e atualmente é professor, com mestrado em Administração & Controladoria (UFC). Escreve poesia desde a adolescência, tendo uma produção bastante variada, que vai do poetrix ao cordel e do verso livre ao soneto. O autor é integrante do grupo Fórum do Soneto e ocupa a cadeira de n° 27 da ABRASSO – Academia Brasileira de Sonetistas. Livros publicados: Introito Poético (2018) e Catarse (2021).
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