Lista de Poemas
MINHA ESCRITA
Escrevo sem nenhum
Estimulante. Sem cigarro,
Sem café, sem chá,
Sem fé, sem sublimar.
Minha escrita é careta,
Anônima, sem identidade,
sem aplausos, sem alarde,
Obstinada, atrás de um sonho
covarde.
Escrevo sem estrutura,
Sem glamour.
Com uma caneta sem tampa.
Não deixo mulheres molhadas,
Não arranco gritos da garganta.
Todavia,
Minha escrita bate e volta,
Me alivia.
Minha plateia é o silêncio
Que me silencia.
É a parede que me reverencia.
Inspiração é a dor, quando agarra
Coração e me influencia.
👁️ 517
ADORNO NA ESTANTE
Quem sou eu em meio a confusão?
Se colocar no centro é ilusão.
Viver,pedir perdão são escolhas
Quero correr até sair dessas bolhas.
O peso que machuca o peito do poeta
Recorre a discorrer sua fala concreta,
Perder-se, talvez seja a direção certa.
Tornar a vida em meio aos escombros,
Nem sempre são floridos meus outonos.
Sem culpa, ter a certeza da desculpa
Sorrisos tristonhos, sem donos.
Da janela do meu quarto o mundo se expande
Percebo que sou apenas mais um adorno na estante.
O calafrio da insignificancia me consome
Me perco na lucidez, é questão de instante.
Não sou tão forte assim pra me salvar,
Me resguardar, o medo escraviza.
Se resguardar, o sonho não se realiza.
É a vida,abate aspirações
Converte seus corações, trás dignidade,
Com ela vem as frustrações.
O medo lhe proteje do perigo.
Hoje, ele é meu melhor amigo,
Me ajuda a medir minhas ações.
Não sou nada além da culpa
Esperenado parado a queda.
Sou apenas um pedido de desculpa,
Minha mãe nem sabe que sou poeta.
Se colocar no centro é ilusão.
Viver,pedir perdão são escolhas
Quero correr até sair dessas bolhas.
O peso que machuca o peito do poeta
Recorre a discorrer sua fala concreta,
Perder-se, talvez seja a direção certa.
Tornar a vida em meio aos escombros,
Nem sempre são floridos meus outonos.
Sem culpa, ter a certeza da desculpa
Sorrisos tristonhos, sem donos.
Da janela do meu quarto o mundo se expande
Percebo que sou apenas mais um adorno na estante.
O calafrio da insignificancia me consome
Me perco na lucidez, é questão de instante.
Não sou tão forte assim pra me salvar,
Me resguardar, o medo escraviza.
Se resguardar, o sonho não se realiza.
É a vida,abate aspirações
Converte seus corações, trás dignidade,
Com ela vem as frustrações.
O medo lhe proteje do perigo.
Hoje, ele é meu melhor amigo,
Me ajuda a medir minhas ações.
Não sou nada além da culpa
Esperenado parado a queda.
Sou apenas um pedido de desculpa,
Minha mãe nem sabe que sou poeta.
👁️ 532
FÊNIX
Deixe as linhas me levarem
Linhas tortas, digitalizadas
Linhas tortuosas.
Deixei meu coração bater
Só dessa vez, e cada dedo
Vomita, meu sangue escorre,
Minh 'alma grita e sacode.
Guardei meus livros
Deixei-os na estante,
Porque a vida vende o
que a teoria não paga.
Parti para o sol, queimar-me
Refazer-me como fênix, e voar
Nas assas de momentos os quais
Nenhum eclipse sobrepõe.
👁️ 398
DECOMPOR
Ei amor,
Deixe-me te ver um minuto, por favor!
Que hoje vou me decompor,
Escrever até o sol se por.
Ei amor,
Hoje vou me recompor
Olhar-me no espelho e compor
Perder-me nesse barato vapor.
Achar-me no vermelho que rasga o céu
Deixa-me entender com o papel
Daqui tudo parece tão efêmero
senti seu beijo fêmea meu coração parou.
Tudo é tão complicado,não entendi
Disseram que, para cada pergunta há um ditado.
Coloquei uma foto nossa do lado
Quando interrogarem-me terei um álibi.
👁️ 442
RETRATO SUJO
Meio que citando vários poetas alheios
Somos recreio de uma fase de felicidade interrompida,
Fomos criados do pecado, somos matéria esculpida.
Sintoma é grave, várias portas abertas e todas elas têm chave.
Escrevo em pergaminhos letras que o vento levou como uma ave.
As desventuras vividas e não contadas por cada Zé de esquina
Torna mais forte a esperança na medida que vem a neblina,
O futuro revelado é o passado na história que não declina.
Fadiga, cansado, no olhar do pescador que vive marejado
Esperando a ordem de jesus para jogar a rede para o outro lado.
Cada esquina conta o que ninguém quer escutar,
Indiferentes, a esmos, crentes com medo no olhar.
A vida é insaciável, as ruas fazem hora para tragar,
Traga mais um para contemplar, no beco da folia a folia levar.
Vai, foi... mais um por bala, por droga, por mina,
Por grana, inclina a cabeça e volta para rotina.
Político empacotado entra no carro chega a ter indigestão.
Calma, que não tem mais volta, esse a gente parcela no cartão.
Tristeza é banzo, vida sofrida,
Muita vivência para pouca avenida.
Labuta diária, o sol nasce mais cedo, tarrafa na costa.
Olhar frio sem medo, sobe a temperatura, dobra a aposta.
Os olhares de bichos afoito consomem o que consomem o rim,
Cada canto tem um gênio perdido ou matemáticos de botequim.
O asfalto ferve, filmo cada ação que minha mente descreve;
Monetizar é sobreviver, viver é não esfriar como a neve.
Notas não aquecem, os morros brancos refletem ouro raro,
Caminho, sente o pigarro busco algo genuíno, canso, respiro e paro.
Quero um amparo como de um colo materno, me parece difícil;
Na falta promete, finge que faz e repete tudo vira comício.
Comemora o que é de direito procura respeito e ver que se foi,
Junto com sua moral as telhas o tijolo tudo, aplicado nas cabeça de boi.
Engravatado de terno seduz sua lábia, aumenta o conflito interno.
Vivência sozinho, no veneno da vida cresce mais um sem amor paterno.
Papo cabeça, conversa de visão está faltando, ser mais um eu não quero.
Os problemas se resolvem sem bula, sem receita, o nosso marco é zero.
Manhãs quentes, noites são frias, almas se fecham em bares abertos.
O medo arredio, oportunidades escassas formam gênios não descobertos,
Cada história contada pela boca de um senhor que não morreu
Mostra o amor no peito de um simples morador que aqui já viveu.
👁️ 412
RUBRICA
Cresci, não tenho rubrica
Meu silêncio é grito
Meu laço é súplica,
Ando esquisito.
Minha cabeça anda
Como meu quarto
Desarrumado, tudo fora
Do lugar, fechado.
Quanto mais eu me conheço
Mais me aprisiono.
Insônia me abraça
Eu clamo pelo sono.
Deixei tudo para depois,
No olho ficou a remela.
Hoje sai para ver o
Mundo todo, da janela.
O dever se esconde na cabeceira,
Deixar para depois
É a sentença traiçoeira.
Foi o dia, mas nada se foi,
tudo pendente.
O olho no olho, a comunhão,
a feição sorridente.
Perdoe meu astral baixo
Perdoe-me, não me encaixo.
Não renovei minha identidade,
Talvez eu que seja lucido de mais
Para essa insanidade.
Meu silêncio é grito
Meu laço é súplica,
Ando esquisito.
Minha cabeça anda
Como meu quarto
Desarrumado, tudo fora
Do lugar, fechado.
Quanto mais eu me conheço
Mais me aprisiono.
Insônia me abraça
Eu clamo pelo sono.
Deixei tudo para depois,
No olho ficou a remela.
Hoje sai para ver o
Mundo todo, da janela.
O dever se esconde na cabeceira,
Deixar para depois
É a sentença traiçoeira.
Foi o dia, mas nada se foi,
tudo pendente.
O olho no olho, a comunhão,
a feição sorridente.
Perdoe meu astral baixo
Perdoe-me, não me encaixo.
Não renovei minha identidade,
Talvez eu que seja lucido de mais
Para essa insanidade.
👁️ 430
QUERO
Agora a caminhada parou
O sorriso da multidão se desvaneceu,
O que era belo padeceu.
Vou continuar a caminhar...
Sem o olhar de criança,
Mas como uma criança chorando pelo seu colo.
Quero voar de novo como uma andorinha,
Mas uma sozinha não faz verão.
Quero mergulhar profundo em minha solidão
Para ver se nela te acho,
E assim, encontrar uma solução.
Quero andar sozinho para não mais me esquecer
Do teu caminhar
Quero apenas andar, entre vários caminhos que não me leve
A nenhum lugar.
Quero me achar em teus braços
Mesmo sabendo que não os detenho.
Quero passar por aquele caminho cheio de espinho
Para que você me encontre sozinho,
E veja o quanto dependo de ti.
Que minhas preces elevem a DEUS meus pedidos
Mais egoístas,
Não me dê as costas, me responda,
Sonde-me, verás que o que te peço não é muito,
Se não puder me dar, faz a tua vontade e desliga meus aparelhos
Para que eu possa enxergar no fim do túnel a luz na retina
De um alguém que apenas com um sorriso me reanima.
👁️ 463
FIM DO MUNDO
Todo dia o mundo acaba!
Todo dia uma respiração
Asmática,
Eu já nem sei quando foi,
Qual data. quando tornou
A mim tristeza.
Entre os olhos que percebem
Meu estado, espelho, banheiro,
Reflete meu desespero vidrado.
Minha proteção é meu lençol,
Lembro-me do que ja vivi.
Nunca me entendi.
Perco-me, todo dia.
Não sei exatamente o dia que
Me perdi.
O mundo me destrói todo dia,
No amanhacer, na falta de motivo.
O que é mais um dia vivo?
Retratem a beleza, pois estou cego.
O não querer querer algo, rápido,
Sagaz, dilacerou-me pelo avesso.
Por que insistir?
Todo dia o mundo acaba.
Todo dia uma lagrima escorre.
Quem fara cessar?
Todo dia uma flor de despedida
Em uma tumba precoce.
Todo dia o mundo acaba!
Menos a vontade egoísta e medrosa
De não entender o descanso.
Todo dia uma respiração
Asmática,
Eu já nem sei quando foi,
Qual data. quando tornou
A mim tristeza.
Entre os olhos que percebem
Meu estado, espelho, banheiro,
Reflete meu desespero vidrado.
Minha proteção é meu lençol,
Lembro-me do que ja vivi.
Nunca me entendi.
Perco-me, todo dia.
Não sei exatamente o dia que
Me perdi.
O mundo me destrói todo dia,
No amanhacer, na falta de motivo.
O que é mais um dia vivo?
Retratem a beleza, pois estou cego.
O não querer querer algo, rápido,
Sagaz, dilacerou-me pelo avesso.
Por que insistir?
Todo dia o mundo acaba.
Todo dia uma lagrima escorre.
Quem fara cessar?
Todo dia uma flor de despedida
Em uma tumba precoce.
Todo dia o mundo acaba!
Menos a vontade egoísta e medrosa
De não entender o descanso.
👁️ 491
Für Elise (lembranças de criança)
Que de mudo não tem nada
Uma caixinha delicada
Tocando meu coração.
O toque quase divino
De admiração me pego sorrindo,
Os olhos não escondem a magia
A qual me brinda leve nostalgia.
Tendo gravado em minha retina
Aquele toque gira a bailarina
Gira o mundo, pois somos sinfonia
E a cada melodia tocada o menino sorria.
Hipnotizado pela suavidade angelical
Aquele toque em sua complexidade
Transferia-me a um estado anormal
Em mim, hoje, chora saudade.
O som de cada tecla escutada
Lembra-me uma criança que ainda é nada
E que hoje pela idade passada
Perturba-se, pois é caixinha fechada.
👁️ 363
VINTE QUATRO HORAS
Na minha cabeça as preocupações são centenas
Para resolver em vinte quatro horas apenas.
Me sinto em um coliseu em Atenas,
Os leões prontos para me devorar.
Martelando a todo momento problemas
Sem resolução e data para acabar.
Fomentar a dúvida é a única certeza;
Brincar de corda banda com as pernas presa.
Nem sempre sorrir ao sentar na mesa,
Segurando as lagrimas para não chorar.
Já vi várias vezes o mundo acabar.
Chegar ao fim sem ler o começo
Sem ter nem um terço para rezar.
Ovacionando ídolos distantes,
Se alucinado entre letras errantes,
De pessoas que não ouso julgar.
Resolvem meu dilema, momentaneamente,
Esporadicamente, acalma a mente,
Mas a ferida é grande para sarar.
Os bonecos de ventríloquos se mechem
Ao som do trio que passa em nossas ruas.
Os velhos sempre têm razão, mas esquecem
Que suas verdades são apenas suas.
Eu e minhas luas, em busca do sol,
Pálido, calado me faço isca em anzol.
Sem ter certeza de meus devaneios
Vivemos recreios de viagens de carros sem freios
Batida, bate o coração, pulsação
Me vê e puxa no pulso ação.
Já é hora da foice vestir a capa preta
Ter sempre um na reta para cobrar a gorjeta;
Ter sempre quem comprar com o que leva na maleta.
Subir sempre empurrando o outro para a sarjeta,
É a regra, e essa não tem exceção.
Farto de tudo que me tormenta
Me de espaço então,
Fugindo de quem se ausenta
E de tudo que não alcanço com a mão.
👁️ 402
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