Lista de Poemas
Lição de Poupança
ao dinheiro do “bolsinho”
para comprar gulodices
e outros gastos fantasistas.
Mas o bolso do uniforme
jamais viu esse dinheiro
fornecido pelos pais.
Fica na tesouraria.
Sexta-feira a gente faz
o pedido por escrito:
“Quero quatro bons-bocados
e um pote de brilhantina”.
Domingo no pátio a hora
de entrega das encomendas:
“Não se encontrou bom-bocado,
aqui estão quatro mães-bentas.
Quanto à brilhantina, excede
o limite do bolsinho
e as dimensões da vaidade.
Poupe mais o seu dinheiro”.
Atriz
Morreram Cacilda Becker.
Não era uma só. Era tantas.
Professorinha pobre de Pirassununga
Cleópatra e Antígona
Maria Stuart
Mary Tyrone
Marta, de Albee
Margarida Gauthier e Alma Winemiller
Hannah Jelkes a solteirona
a velha senhora Clara Zahanassian
adorável Júlia
outras muitas, modernas e futuras
irreveladas.
Era também um garoto descarinhado e astuto: Pinga-Fogo
e um mendigo esperando infinitamente Godot.
Era principalmente a voz de martelo sensível
martelando e doendo e descascando
a casca podre da vida
para mostrar o miolo de sombra
a verdade de cada um nos mitos cênicos.
Era uma pessoa e era um teatro.
Morrem mil Cacildas em Cacilda.
17/06/1969
Diante das Fotos de Evandro Teixeira
estão expostos e escondidos
ao mesmo tempo sob a luz,
e dois olhos não são bastantes
para captar o que se oculta
no rápido florir de um gesto.
É preciso que a lente mágica
enriqueça a visão humana
e do real de cada coisa
um mais seco real extraia
para que penetremos fundo
no puro enigma das figuras.
Fotografia — é o codinome
da mais aguda percepção
que a nós mesmos nos vai mostrando
e da evanescência de tudo
edifica uma permanência,
cristal do tempo no papel.
Das lutas de rua no Rio
em 68, que nos resta
mais positivo, mais queimante
do que as fotos acusadoras,
tão vivas hoje como então,
a lembrar como a exorcizar?
Marcas da enchente e do despejo,
o cadáver insepultável,
o colchão atirado ao vento,
a lodosa, podre favela,
o mendigo de Nova York
a moça em flor no Jóquei Clube.
Garrincha e Nureyev, dança
de dois destinos, mães de santo
na praia-templo de Ipanema,
a dama estranha de Ouro Preto,
a dor da América Latina,
mitos não são, pois que são fotos.
Fotografia: arma de amor,
de justiça e conhecimento,
pelas sete partes do mundo
a viajar, a surpreender
a tormentosa vida do homem
e a esperança a brotar das cinzas.
Viver
era isso, mais nada?
Era só a batida
numa porta fechada?
E ninguém respondendo,
nenhum gesto de abrir:
era, sem fechadura,
uma chave perdida?
Isso, ou menos que isso,
uma noção de porta,
o projeto de abri-la
sem haver outro lado?
O projeto de escuta
à procura de som?
O responder que oferta
o dom de uma recusa?
Como viver o mundo
em termos de esperança?
E que palavra é essa
que a vida não alcança?
Parolagem da Vida
Como a vida é muda.
Como a vida é nuda.
Como a vida é nada.
Como a vida é tudo.
Tudo que se perde
mesmo sem ter ganho.
Como a vida é senha
de outra vida nova
que envelhece antes
de romper o novo.
Como a vida é outra
sempre outra, outra
não a que é vivida.
Como a vida é vida
ainda quando morte
esculpida em vida.
Como a vida é forte
em suas algemas.
Como dói a vida
quando tira a veste
de prata celeste.
Como a vida é isto
misturado àquilo.
Como a vida é bela
sendo uma pantera
de garra quebrada.
Como a vida é louca
estúpida, mouca
e no entanto chama
a torrar-se em chama.
Como a vida chora
de saber que é vida
e nunca nunca nunca
leva a sério o homem,
esse lobisomem.
Como a vida ri
a cada manhã
de seu próprio absurdo
e a cada momento
dá de novo a todos
uma prenda estranha.
Como a vida joga
de paz e de guerra
povoando a terra
de leis e fantasmas.
Como a vida toca
seu gasto realejo
fazendo da valsa
um puro Vivaldi.
Como a vida vale
mais que a própria vida
sempre renascida
em flor e formiga
em seixo rolado
peito desolado
coração amante.
E como se salva
a uma só palavra
escrita no sangue
desde o nascimento:
amor, vidamor!
O Homem; As Viagens
chateia-se na Terra
lugar de muita miséria e pouca diversão,
faz um foguete, uma cápsula, um módulo
toca para a Lua
desce cauteloso na Lua
pisa na Lua
planta bandeirola na Lua
experimenta a Lua
coloniza a Lua
civiliza a Lua
humaniza a Lua.
Lua humanizada: tão igual à Terra.
O homem chateia-se na Lua.
Vamos para Marte — ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
pisa em Marte
experimenta
coloniza
civiliza
humaniza Marte com engenho e arte.
Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro — diz o engenho
sofisticado e dócil.
Vamos a Vênus.
O homem põe o pé em Vênus,
vê o visto — é isto?
idem
idem
idem.
O homem funde a cuca se não for a Júpiter
proclamar justiça junto com injustiça
repetir a fossa
repetir o inquieto
repetitório.
Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira Terra-a-terra.
O homem chega ao Sol ou dá uma volta
só para tever?
Não-vê que ele inventa
roupa insiderável de viver no Sol.
Põe o pé e:
mas que chato é o Sol, falso touro
espanhol domado.
Restam outros sistemas fora
do solar a col-
onizar.
Ao acabarem todos
só resta ao homem
(estará equipado?)
a dificílima dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
pôr o pé no chão
do seu coração
experimentar
colonizar
civilizar
humanizar
o homem
descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de con-viver.
A Um Hotel Em Demolição
no plano de outra vida.
Eras vasto vermelho,
em cada quarto havias
um ardiloso espelho.
Nele se refletia
cada figura em trânsito
e o mais que se não lia
nem mesmo pela frincha
da porta: o que um esconde,
polpa do eu, e guincha
sem se fazer ouvir.
E advindo outras faces
em contínuo devir,
o espelho eram mil máscaras
mineiroflumenpau-
listas, boas, más; caras.
50 anos-imagem
e 50 de catre
50 de engrenagem
noturna e confidente
que nos recolhe a úrica
verdade humildemente.
(Pois eras bem longevo, Hotel, e no teu bojo
o que era nojo se sorria, em pó, contigo.)
O tardo e rubro alexandrino decomposto.
Casais entrelaçados no sussurro
do carvão carioca, bondes fagulhando, políticos
politicando em mornos corredores
estrelas italianas, porteiros em êxtase
cabineirosem pânico:
por que tanta suntuosidade se encarcera
entre quatro tabiques de comércio?
A bandeja vai tremulargentina:
desejo café geleia matutinos que sei eu.
A mulher estava nua no centro e recebeu-me
com a gravidade própria aos deuses em viagem:
Stellen Sie es auf den Tisch!
Sim, não fui teu quarteiro, nem ao menos
boy em teu sistema de comunicações louça
a serviço da prandial azáfama diurna.
Como é que vivo então os teus arquivos
e te malsinto em mim que nunca estive
em teu registro como estão os mortos
em seus compartimentos numerados?
Represento os amores que não tive
mas em ti se tiveram foice-coice.
Como escorre
escada serra abaixo a lesma
das memórias
de duzentos mil corpos que abrigaste
ficha ficha ficha ficha ficha
fichchchchch.
O 137 está chamando
depressa que o homem vai morrer
é aspirina? padre que ele quer?
Não, se ele mesmo é padre e está rezando
por conta dos pecados deste hotel
e de quaisquer outros hotéis pelo caminho
que passa de um a outro homem, que em nenhum
ponto tem princípio ou desemboque;
e é apenas caminho e sempre sempre
se povoa de gestos e partidas
e chegadas e fugas e quilômetros.
Ele reza ele morre e solitária
uma torneira
pinga
e o chuveiro
chuvilha
e a chama
azul do gás silva no banho
sobre o Largo da Carioca em flor ao sol.
(Entre tapumes não te vejo
roto desventrado poluído
imagino-te ileso emergindo dos sambas dos dobrados da polícia militar, do coro ululante de torcedores do campeonato mundial pelo rádio
a todos oferecendo, Hotel Avenida,
uma palma de cor nunca esbatida.)
Eras o Tempo e presidias
ao febril reconhecimento de dedos
amor sem pouso certo na cidade
à trama dos vigaristas, à esperança
dos empregos, à ferrugem dos governos,
à vida nacional em termos de indivíduo
e a movimentos de massa que vinham espumar
sob a arcada conventual de teus bondes.
Estavas no centro do Brasil,
nostalgias januárias balouçavam
em teu regaço, capangueiros vinham
confiar-te suas pedras, boiadeiros
pastoreavam rebanhos no terraço
e um açúcar de lágrimas caipiras
era ensacado a todo instante em envelopes
(azuis?) nos escaninhos da gerência
e eras tanto café e alguma promissória.
Que professor professa numa alcova
irreal, Direito das Coisas, doutrinando
a baratas que atarefadas não o escutam?
Que flauta insiste na sonatina sem piano
em hora de silêncio regulamentar?
E as manias de moradores antigos
que recebem à noite a visita do prefeito Passos para discutir novas técnicas urbanísticas?
E teus mortos
incomparavelmente mortos de hotel fraudados
na morte familiar a que aspiramos
como a um não morrer morrido;
mortos que é preciso despachar
rápido, não se contagiem lençóis
e guarda-pires
dessa friúra diversa que os circunda
nem haja nunca memória nesta cama
do que não seja vida na Avenida.
Ouves a ladainha em bolhas intestinas?
Balcão de mensageiros imóveis saveiros
banca de jornais para nunca e mais
alvas lavanderias de que restam estrias
bonbonnières onde o papel de prata
faz serenata em boca de mulheres
central telefônica soturnamente afônica
discos lamentação de partidos meniscos
papelariasconversariaschope da Brahma louco de quem ama
e o Bar Nacional pura afetividade
súbito ressuscita Mário de Andrade.
Que fazer do relógioou fazer de nós mesmossem tempo sem mais pontosem contraponto semmedida de extensãosem sequer necrológioenquanto em cinza foge oimpaciente bisãoa que ninguém os chifressujigou, aflição?Ele marcava mar-cavacava cava cavae eis-nos sós marcadosde todos os falhadosamores recolhidosrelógio que não ouçoe nem me dá ouvidosrobô de puro olfatoa farejar o imensopaís do imóvel tatoas vias que corria teu comando fecham-senas travessas em Inos vagos pesadelosnos sombrios dejetosem que nossos projetosse estratificaram.A ti não te destroemcomo as térmitas papamlivro terra existência.Eles sim teus ponteirosvorazes esfarelama túnica de Vênuso de mais o de menoseste verso tatuadoe tudo que hei andadopor te iludir e tudoque nas arkademiasinstitutos autárquicoshistóricos astutosse ensina com malíciasobre o evolver das coisasó relógio hoteleirodeus do cauto mineiro,silêncio,pudicícia.Mas tudo que moestehoje de ti se vingapor artesde pensada mandinga.Deglutimos teu vidroabafando a linguagemque das próprias estilhasse afadiga em pulsaro minuto de esperaquando cessa na tardea brisa de esperar.Rangido de criança nascendo.
Por favor, senhor poeta Martins Fontes, recite mais baixo suas odes enquanto minha senhora acaba de parir no quarto de cima, e o poeta velou a voz, mas quando o bebê aflorou ao mundo é o pai que faz poesia saltarilha e pede ao poeta que eleve o diapasão para celebrarem todos, hóspedes, camareiros e pardais, o grato alumbramento.
Anoitecias. Na cruz dos quatro caminhos, lá embaixo, apanhadores, ponteiros, engole-listas de sete prêmios repousavam degustando garapa.
Mujer malvada, yo te mataré! artistas ensaiavam nos quartos? I wil grind your bones to dust, and with your blood and it I’ll make a paste. Bagaço de cana, lá embaixo.
Todo hotel é fluir. Uma corrente
atravessa paredes, carreando o homem,
suas exalações de substância. Todo hotel
é morte, nascer de novo; passagem; se pombos
nele fazem estação, habitam o que não é de ser habitado
mas apenas cortado. As outras casas prendem
e se deixam possuir ou tentam fazê-lo, canhestras.
O espaço procura fixar-se. A vida se espacializa,
modela-se em cristais de sentimento.
A porta se fecha toda santa noite.
Tu não se encerras, não podes. A cada instante
alguém se despede de teus armários infiéis
e os que chegam já trazem a volta na maleta.
220 Fremdenzimmer e te vês sempre vazio
e o espelho reflete outro espelho
o corredor cria outro corredor
homem quando nudez indefinidamente.
No centro do Rio de Janeiro
ausênciano curral da manada dos bondes
ausênciano desfile dos sábados
no esfregar no repinicar dos blocos
ausêncianas cavatinas de Palermo
no aboio dos vespertinos
ausência
verme roendo maçã
verme roído por verme
verme autorroído
roer roendo o roer
e a ânsia de acabar, que não espera
o termo veludoso das ruínas
nem a esvoaçante morte de hidrogênio.
Eras solidão tamoia
vir a ser de casa
em vir a ser de cidade onde lagartos.
Vem, ó velho Malta,saca-me uma fotopulvicinza efialtadesse pouso ignoto.Junta-lhe uns quiosquesmil e novecentos,nem iaras nem bosquesmas pobres piolhentos.Põe como legendaQ u e i j o I t a t i a i ae o mais que compreendacondição lacaia.Que estas vias feiasmuito mais que sujassão tortas cadeiasconchas caramujasdo burro sem raboservo que se ignorae de pobre-diabodentro, fome fora.Velho Malta, please,bate-me outra chapa:hotel de marquisemaior que o rio Apa.Lá do acento etéreo,Malta, sub-reptícioinda não te fere osuperedifícioque deste chão surge?Dá-me seu retratofuturo, pois urge
documentar as sucessivas posses da terra até o juízo final e
mesmo depois dele se há como três vezes três confiamos que
haja um supremo ofício de registro imobiliário por cima da
instantaneidade do homem e da pulverização das galáxias.
Já te lembrei bastante sem que amasse
uma pedra sequer de tuas pedras
mas teu nome — A V E N I D A — caminhava
à frente de meu verso e era mais amplo
e mais formas continha que teus cômodos
(o tempo os degradou e a morte os salva),
e onde abate o alicerce ou foge o instante
estou comprometido para sempre.
Estou comprometido para sempre,
eu que moro e desmoro há tantos anos
o Grande Hotel do Mundo sem gerência
em que nada existindo de concreto
— avenida, avenida — tenazmente
de mim mesmo sou hóspede secreto.
Paredão
Paredão em volta das casas.
Em volta, paredão, das almas.
O paredão dos precipícios.
O paredão familial.
Ruas feitas de paredão.
O paredão é a própria rua,
onde passar ou não passar
é a mesma forma de prisão.
Paredão de umidade e sombra,
sem uma fresta para a vida.
A canivete perfurá-lo,
a unha, a dente, a bofetão?
Se do outro lado existe apenas
outro, mais outro, paredão?
Tempo de Ipê
O M que se acrescentar não será militar,
será de Maravilha.
Estou abençoando a terra pela alegria do ipê.
Mesmo roxo, o ipê me transporta ao círculo da alegria,
onde encontro, dadivoso, o ipê-amarelo.
Este me dá as boas-vindas e apresenta:
— Aqui é o ipê-rosa.
Mais adiante, seu irmão, o ipê-branco.
Entre os ipês de agosto que deveriam ser de outubro,
mas tiveram pena de nós e se anteciparam
para que o Rio não sofresse de desamor, tumulto, inflação,
mortes.
Sou um homem dissolvido na natureza.
Estou florescendo em todos os ipês.
Estou bêbado de cores de ipê, estou alcançando
a mais alta copa do mais alto ipê do Corcovado.
Não me façam voltar ao chão,
não me chamem, não me telefonem, não me deem
dinheiro,
quero viver em bráctea, racemo, panícula, umbela.
Este é tempo de ipê. Tempo de glória.
11/08/1981
Eclipse
ante o balcão marino de Copacabana,
fez a grande volta insuspeitada.
Às 22h58só se podia tê-la na reprodução de Aert van der Neer,
famoso pintor de luar em álbuns suíços
ou no LP — mas tão batido — de Beethoven.
Sobre o Lago dos Quatro Cantões a flor entre dois abismos
— disse um que leu a Enciclopédia de Música,
e tu fechaste os olhos
para ver o eclipse à tua maneira,
pois eclipse é também ocultação
de coisas não meteorológicas
na faixa ultranictina de teu cone de sombra.
Cada um vê eclipse a seu modo
e os óculos mais em moda são de Antonioni.
Era preciso?
compor sonata eletrônica ao eclipse,
mas tão sem cor-teor que não se ouvisse
além do bochechar de noite na abóbada
selada.
Era preciso?
fazer um verso não Laforgue
à base desse novo sentimento
de lua omissa, Miss
sem desfile, sem isso
nem aquilo, só sumiço, lua eclipse.
Não, era preciso
lançar foguete urgente à nigra eclíptica
e procurar a lua, recompô-la,
trazer de volta o cromossonho
que ao pedestre tardonho
serve de companhia e táxi-aéreo.
Era tudo preciso
ao mesmo tempo, o tempo de um eclipse
que restaura o mistério
e promete a fotógrafos o prêmio
da turva reportagem sideral.
No banco de praia namorados
em sombra se fecharam; noutro banco
era um só namorado se fechando
em eclipse total sem sua amada.
O cão passa depressa, controlando
o eclipse do Posto 6 ao Posto 1000.
Este menino
dorme no ombro materno e vê no sono
uma lua maior que tapa o sol
e todas as estrelas:
sorvetilúnio
para o resto da vida, queijo, flã
níveo de gelatina aldebarã.
Zero hora:
eclipsa-se o eclipse.
A lua volta sempre.
Verdade obscura ou rara?
Para quem sabe ver, a noite é clara.
28/06/1964
Comentários (12)
Sembouquempisons
Sembouquempisons
Um pouco mais Drummond na vida.
Conheci este poema aos 12 anos e ele me tocou profundamente. Na época pensava sobre Hiroshima, mas sua sagacidade abriu minha consciência para o horror do poder e da perversidade humana. Viva Drumond!
O eterno poeta... o maior , o mias belo... o imortal encantador.
Alguma Poesia
1930
Brejo Das Almas
1934
Sentimento do Mundo
1940
José
1942
A rosa do povo
1945
Novos Poemas
1948
Claro Enigma
1951
Fazendeiro do Ar
1954
A falta que ama
1957
Versiprosa
1967
Versiprosa II
1967
A vida passada a limpo
1973
As impurezas do branco
1973
O amor natural
1978
Antologia poética
1978
Discurso de primavera e algumas sombras
1978
A paixão medida
1980
Corpo
1984
Amar se aprende amando
1985
Boitempo
1986
Farewell
1996
Daqui Estou Vendo o Amor
2013
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Drummond, sempre Drummond!
simplesmente o melhor e maior poeta brasileiro! Itabirano de ferro!!
....quase uma quadrilha à moda portuguesa. A quadrilha daquela assembleia que nenhuma História quer ver entrar, de tanto entrarem e saírem dos bancos levam a população a crer que estamos a saque
.....sobre o que não se conhecia e, ébrio por conhecer vem porque o admira. Ele é muito reconhecido em Portugal e muito lido por uma vasta comunidade académica
Poeta completo.
Admiro muito este poeta e contista. Sua poesia mais contundente para mim e, Os ombros suportam o Mundo e a Rosa do Povo.
Adoro, fico extasiada quando leio os seus poemas