Lista de Poemas

QUANDO VOCÊ SE FOR

Quando você for embora e fechar os olhos
Sem querer o céu começa a soluçar
E você se afasta e se cala
Teus olhos mouros se tornam lágrimas de inverno.

Fique este noite aqui amor
Fica aqui e não fique melancólico como o azul dos céus.
Mas eu sei o que você esconde por trás desse conjunto de cores
Suavemente devastando a terra.

Talvez você possa apressar a primavera
Talvez a vida feche teus olhos
Talvez aconteça antes do fim do verão
Eu posso te ensinar a ver
Com os olhos da alma.

Agora que já não há nada tão triste
Talvez você me pergunte na caminhada
Porque te sigo quando o outono cai
Ao escrever em vermelho de teu nome
Ao escrever no azul de meus versos
Mesmo que a tristeza dos mares
Siga a tua sombra
Não importa. Eu te canto, eu te pinto, eu te amo mais
Porque você pode ser muitas vezes
Como eu mais quero
Uma gaivota de luz na terra
Uma viagem de tentação à noite.

Você não deve chorar
Se você ver o gesto de uma mão solitária
Que já não pega mais no lápis frio
Nem no anjinho criança que de repente
Do papel olha para você.

E não se afaste de mim
Porque tua respiração já não funciona
E talvez a terra te escondas
Desse bando de relâmpagos
Que peregrinam no longo caminho de teu olhar.

Mas você já sabe que eu não posso mergulhar
Nos atalho do teu silêncio. Aqui há sangue, fogo, alma,
Por isso vou apenas dizer na vasta onda de suicídio crepuscular
Que quando você precisar dele
Pense que eu voei numa tarde cinzenta
Pra me despedir do sol.

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CANTA AMERICA

Canta América
Nas planícies férteis e suaves
Nos mananciais doces e floridos
Nas areias brancas e antigas.

E serás um dia
Mulher vermelha e marrom,
A luz da manhã e aroma do despertar.
Talvez de todas as horas
Homem loiro e oriental
Amante verpertino e madura harmonia.

Cante América
Para suspirar alegrias e suspirar tristezas.

Deixe-se ser soberana no segredo
Lágrimas de agonia e oração eterna
Restos solitários das batalhas.

Te contemplarei o familiar e o alheio
Comigo amor desnudo
Nas cordilheiras incas
Sentados em um pássaro de luz
Voando ao cair da noite.

Canta América
Para se misturar ao ruído das ruas
Com os acordes cúmplices da morte.

Canta América
Para escalar a palmos a terra
Onde as cortinas do céu não vão se abrir.

Canta desde o átrio esquecido
Para salvar a fonte jovem e serena
Onde o mármore adormecido fecha os corações.

Canta de seu barco viajante
Para brincar com canções ingênuas
Onde a cabeleira azul do mar dá a sentença.

América
Voz de Crianças e Eco das coisas.

Me veja partir
Eu andei em muitos caminhos
E hoje eu abro o sol e a alma
Compreendo que nós somos
Quechuas no espírito
Castelhanos na palavra.
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