Lista de Poemas
O Ciclo da Vida
Observo as crianças
E às vejo tão contentes
Sem importarem-se com os afazeres e compromissos da vida
Não tem a responsabilidade
Do alimento sobre a mesa
Da roupa nova para o passeio
Do calçado que irão ostentar aos colegas
Aproveitem bem esse períodos meus caros infantes
Pois chegará uma época
Em que terão saudades dessa regalia
Em que terão que tornar-se atores no palco da vida
Terão que atuar no exigente Teatro do Labor
Em que submeterão-se a árduos e complicados trabalhos
Para que assim tenham como manter-se
E poderem subsidiar os largos sorrisos de seus pequenos filhos
Que amanhã irão brincar
E vocês às olharão tão contentes
Pois essas crianças
Que amanhã serão seus filhos
Não se importarão com os afazeres e compromissos da vida
Não terão a responsabilidade do alimento sobre a mesa
Nem da roupa nova para o passeio
Nem do calçado que irão ostentar aos colegas.
Texto de André Veiga (Veiga)
E às vejo tão contentes
Sem importarem-se com os afazeres e compromissos da vida
Não tem a responsabilidade
Do alimento sobre a mesa
Da roupa nova para o passeio
Do calçado que irão ostentar aos colegas
Aproveitem bem esse períodos meus caros infantes
Pois chegará uma época
Em que terão saudades dessa regalia
Em que terão que tornar-se atores no palco da vida
Terão que atuar no exigente Teatro do Labor
Em que submeterão-se a árduos e complicados trabalhos
Para que assim tenham como manter-se
E poderem subsidiar os largos sorrisos de seus pequenos filhos
Que amanhã irão brincar
E vocês às olharão tão contentes
Pois essas crianças
Que amanhã serão seus filhos
Não se importarão com os afazeres e compromissos da vida
Não terão a responsabilidade do alimento sobre a mesa
Nem da roupa nova para o passeio
Nem do calçado que irão ostentar aos colegas.
Texto de André Veiga (Veiga)
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Estranho Cotidiano
Em dias tão vazios e solitários
Vivo a busca incessante de uma felicidade
Que mesmo estando ao meu lado
Parece tão longe...
Devido a escolhas passadas
Que eu jurava serem corretas e prudentes
E que anularam o meu futuro...
Embora eu tenha tudo em minhas mãos
Me falta a coragem para a concretização
De algo que poderá suprimir a minha dor...
O tempo passa
Segundos minutos horas
Que acabam tornando-se em dias
Meses anos décadas
Enquanto eu permaneço nessa agonia...
Quem será o culpado?
À quem devo culpar?
Devo assumir responsabilidades sobre tal fardo?
Alguém habilita-se a servir-me de esteio?
Para que eu possa imputar-lhe essa culpa...
Ninguém poderá ajudar-me
Ninguém poderá responder-me
Nem mesmo eu
Tao exímio em respostas difíceis
E perito em resolução
De casos embaraçosos...
Há dor inexprímivel
Inefável câncer que corrói o meu sorriso e o meu alento
Não posso expulsar-te assim bruscamente da minha vida
Você cresceu dentro de mim
No terreno fértil do meu recôndito
Fortalecendo-se em minhas entranhas
No meu interior tu te alimentaste e se tornaste gigante...
Confesso que quando todos me deixaram sozinho
Você estava ali presente
Mesmo sendo incômodo
Você foi o meu único amigo...
Ouviu meu grito de dor
Absorveu as minhas lágrimas
Fez delas a água necessária para estancar a sua sede
Transformou o meu cansaço em adubo
Para tornar-se mais vigoroso e graúdo...
O corpo em que habita é prospero
Para que continue a crescer e dê frutos
Você tem direito adquirido
Pelo tempo que habita aqui dentro...
Meu parceiro meu amigo meu confidente
Meu inseparável estímulo
Meu propulsor
Para que eu siga em frente e atinja novos horizontes...
Nao se preocupe
Um dia tu me matarás
Mais te levarei junto comigo
Para a sepultura a qual derem para nós
E assim tambem 'te matarei'...
Será uma troca de favores
E não restará mais outra alternativa a ambos
A não ser trilharmos a eternidade
E desfrutar dos desconhecidos caminhos
Que o além cautelosamente
Está nesse momento reservando para nós.
Texto de André Veiga (Veiga)
Vivo a busca incessante de uma felicidade
Que mesmo estando ao meu lado
Parece tão longe...
Devido a escolhas passadas
Que eu jurava serem corretas e prudentes
E que anularam o meu futuro...
Embora eu tenha tudo em minhas mãos
Me falta a coragem para a concretização
De algo que poderá suprimir a minha dor...
O tempo passa
Segundos minutos horas
Que acabam tornando-se em dias
Meses anos décadas
Enquanto eu permaneço nessa agonia...
Quem será o culpado?
À quem devo culpar?
Devo assumir responsabilidades sobre tal fardo?
Alguém habilita-se a servir-me de esteio?
Para que eu possa imputar-lhe essa culpa...
Ninguém poderá ajudar-me
Ninguém poderá responder-me
Nem mesmo eu
Tao exímio em respostas difíceis
E perito em resolução
De casos embaraçosos...
Há dor inexprímivel
Inefável câncer que corrói o meu sorriso e o meu alento
Não posso expulsar-te assim bruscamente da minha vida
Você cresceu dentro de mim
No terreno fértil do meu recôndito
Fortalecendo-se em minhas entranhas
No meu interior tu te alimentaste e se tornaste gigante...
Confesso que quando todos me deixaram sozinho
Você estava ali presente
Mesmo sendo incômodo
Você foi o meu único amigo...
Ouviu meu grito de dor
Absorveu as minhas lágrimas
Fez delas a água necessária para estancar a sua sede
Transformou o meu cansaço em adubo
Para tornar-se mais vigoroso e graúdo...
O corpo em que habita é prospero
Para que continue a crescer e dê frutos
Você tem direito adquirido
Pelo tempo que habita aqui dentro...
Meu parceiro meu amigo meu confidente
Meu inseparável estímulo
Meu propulsor
Para que eu siga em frente e atinja novos horizontes...
Nao se preocupe
Um dia tu me matarás
Mais te levarei junto comigo
Para a sepultura a qual derem para nós
E assim tambem 'te matarei'...
Será uma troca de favores
E não restará mais outra alternativa a ambos
A não ser trilharmos a eternidade
E desfrutar dos desconhecidos caminhos
Que o além cautelosamente
Está nesse momento reservando para nós.
Texto de André Veiga (Veiga)
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Promíscua Humanidade
Ora ora humanos cômicos
Que atrevem-se a criticar as ruas sórdidas
Ruas essas que vós mesmos sujastes
Com a podridão dos seus atos inescrupulosos
Até quando dedicaram-se a praticar tais coisas
Infames vermes?
Trogloditas por opção
De mentes mórbidas
E pensamentos caóticos
Há se eu pudesse consertá-los
Faria convosco o que nunca consegui fazer a mim mesmo
Pois sofro dos mesmos males que vos acuso
E por isso peco em incriminá-los com veemência
O que cometemos hoje
É uma punição em forma de herança para os nossos descendentes
E o que mais nos machucará
Será vê-los explanarem em duras palavras
Sinônimos e termos arrojados e pesarosos
Quando se referirem a nós
Como hábito pertinente a nossa raça
Posso declarar que desde agora
Ouço os clamores descontentes de nós mesmos no futuro
Espantados e traumatizados com tais ações
Daqueles que deviam respeitar-nos
Como eles poderiam nos prestar honras caros comparsas
Se não respeitamos a geração deles
E o mundo que construímos para eles
Foi fundamentado em pilares putrefatos
Somente nos restará a dor imensurável
Que nos fará expurgar arrependimentos contínuos
Mais como é inerente a nós
A arte de imputar à outros
As nossas falhas
É bem provável que tenhamos a ousadia
De postergarmos a culpa
Para a próxima geração
Que débil
Iminentemente poderá cometer a insanidade
De acatar tal culpa.
Texto de André Veiga (Veiga)
Que atrevem-se a criticar as ruas sórdidas
Ruas essas que vós mesmos sujastes
Com a podridão dos seus atos inescrupulosos
Até quando dedicaram-se a praticar tais coisas
Infames vermes?
Trogloditas por opção
De mentes mórbidas
E pensamentos caóticos
Há se eu pudesse consertá-los
Faria convosco o que nunca consegui fazer a mim mesmo
Pois sofro dos mesmos males que vos acuso
E por isso peco em incriminá-los com veemência
O que cometemos hoje
É uma punição em forma de herança para os nossos descendentes
E o que mais nos machucará
Será vê-los explanarem em duras palavras
Sinônimos e termos arrojados e pesarosos
Quando se referirem a nós
Como hábito pertinente a nossa raça
Posso declarar que desde agora
Ouço os clamores descontentes de nós mesmos no futuro
Espantados e traumatizados com tais ações
Daqueles que deviam respeitar-nos
Como eles poderiam nos prestar honras caros comparsas
Se não respeitamos a geração deles
E o mundo que construímos para eles
Foi fundamentado em pilares putrefatos
Somente nos restará a dor imensurável
Que nos fará expurgar arrependimentos contínuos
Mais como é inerente a nós
A arte de imputar à outros
As nossas falhas
É bem provável que tenhamos a ousadia
De postergarmos a culpa
Para a próxima geração
Que débil
Iminentemente poderá cometer a insanidade
De acatar tal culpa.
Texto de André Veiga (Veiga)
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