Wanda Cristina

Wanda Cristina

n. 1959 BR BR

Wanda Cristina é uma poetisa brasileira cuja obra se destaca pela delicadeza lírica e pela exploração de temas como o amor, a natureza e a introspecção. Sua poesia é marcada por uma linguagem acessível, mas profunda, capaz de tocar o leitor com sua sensibilidade e melancolia. Com um estilo que muitas vezes se aproxima do cotidiano e das emoções universais, Wanda Cristina constrói versos que ressoam pela sua autenticidade. A autora aborda a vida, os sentimentos e as pequenas belezas do mundo com um olhar sensível, consolidando-se como uma voz poética de expressiva relevância.

n. 1959-06-05, São Luís

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Poema para a Morte

Não adianta, Morte,
encheres a varanda de vazios,

dessarumares o cheiro de terra molhada
que vem dos sonhos das Cristinas.

Não adianta, mesmo
mudares os meus versos,

soprando ventos frios
no meu peito.

Eu sei que os 18 anos
que Tereza deixou
esperaram os meus
que já não são.

Mas, mesmo assim,
não adianta encheres de procura
tudo que encontramos,
na busca de Tereza.

Não adianta, Morte,
labirintares a nossa espera,
porque amanhã, quando Tereza voltar,
rindo o seu riso, os nossos risos,
tu serás, apenas, uma lembrança
da brincadeira de Tereza.

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Biografia

Identificação e contexto básico

Wanda Cristina é uma poeta brasileira, conhecida por sua obra lírica e introspectiva.

Infância e formação

As informações detalhadas sobre a infância e formação de Wanda Cristina não são amplamente divulgadas em fontes públicas. No entanto, a sua escrita sugere uma sensibilidade apurada e uma familiaridade com a linguagem poética desde cedo.

Percurso literário

O percurso literário de Wanda Cristina é marcado pela publicação de seus livros de poesia, que têm sido recebidos com apreço por seu lirismo e profundidade. Ela tem se destacado por sua capacidade de traduzir sentimentos humanos universais em versos singelos e tocantes.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de Wanda Cristina é predominantemente lírica, com foco em temas como o amor, a natureza, a passagem do tempo, a saudade e a reflexão sobre a existência. Seu estilo é caracterizado pela simplicidade e clareza da linguagem, o que não impede uma profunda carga emocional e imagética. Utiliza frequentemente o verso livre, mas com um forte senso de musicalidade e ritmo. A voz poética em sua obra é, muitas vezes, confessional e melancólica, explorando a subjetividade e as emoções humanas com ternura e introspecção.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Wanda Cristina insere-se no contexto da poesia contemporânea brasileira, um cenário diversificado onde a poesia lírica e intimista mantém seu espaço. Sua obra dialoga com as preocupações existenciais e afetivas do indivíduo moderno, em um mundo cada vez mais acelerado e complexo.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Informações específicas sobre a vida pessoal de Wanda Cristina, incluindo relações familiares, amizades ou experiências de vida marcantes, não são amplamente divulgadas. Contudo, a sensibilidade e a profundidade com que aborda temas universais sugerem uma personalidade atenta às nuances da alma humana.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção O trabalho de Wanda Cristina tem conquistado um público apreciador de poesia lírica e autêntica. Sua recepção tem sido positiva, com leitores e críticos destacando a beleza e a emoção presentes em seus versos.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado Embora influências específicas não sejam explicitamente mencionadas, a poesia de Wanda Cristina dialoga com a tradição lírica da poesia em língua portuguesa. Seu legado reside na contribuição de uma voz poética sensível e genuína, que ressoa com a experiência humana de forma universal.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A poesia de Wanda Cristina convida a uma imersão nos sentimentos mais íntimos, explorando a complexidade das relações humanas e a beleza encontrada nas coisas simples da vida. Críticos destacam a sua capacidade de evocar empatia e de oferecer um refúgio lírico em tempos desafiadores.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Detalhes curiosos ou aspetos menos conhecidos sobre a vida ou o processo criativo de Wanda Cristina não estão disponíveis em fontes públicas.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Wanda Cristina é uma autora contemporânea e viva, cuja obra continua a ser produzida e a ser apreciada pelo seu público. A memória de sua contribuição poética está em constante construção.

Poemas

5

Poema para a Morte

Não adianta, Morte,
encheres a varanda de vazios,

dessarumares o cheiro de terra molhada
que vem dos sonhos das Cristinas.

Não adianta, mesmo
mudares os meus versos,

soprando ventos frios
no meu peito.

Eu sei que os 18 anos
que Tereza deixou
esperaram os meus
que já não são.

Mas, mesmo assim,
não adianta encheres de procura
tudo que encontramos,
na busca de Tereza.

Não adianta, Morte,
labirintares a nossa espera,
porque amanhã, quando Tereza voltar,
rindo o seu riso, os nossos risos,
tu serás, apenas, uma lembrança
da brincadeira de Tereza.

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Poema do Ser Assim

Você precisa conhecer a solidão.
Ela é baixinha como eu,
e é magra, e é triste
e fuma todas as melancolias
que, um dia, alguém fumou.

E faz poesia em espírito gonçalvino,
e adentra o Modernismo sem saber inglês...

Já foi boêmia como Baudelaire,
e bebeu a multidão de um gole,
embriagando-se do perdido
pra nunca mais deixar de ser
a bêbada predileta
dos bares de todos os homens.

Você precisa conhecer a solidão.
....................................................
Ela é a consciência,
o abrigo, a chave de todas as portas
que guardam o segredo do SER ASSIM...

Ela nunca morreu em alguém,
antes desse alguém ter morrido.

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Babugem de Esperança

Este soneto que sai a boca,
salgado e amargo, exalando dor,
é a babugem da esperança louca,
que desbotou em lágrimas de amor.
Inúteis foram as noites acordadas,
poemas tristes, olhos que choraram:
inúteis foram as dores suicidadas
nos meus carinhos que te desculparam,
Estou sozinha com a minha mão.
E estes meus dedos que te compreenderam
puseram a culpa no meu coração.
E as saudades que me envelheceram,
presas em jaulas de ingratidão,
insistem em viver, mas já morreram.

867

Poema-quero

Eu quero um poema da cor
da minha cor.

Um poema-pálido
que banhe na chuva.

Um poema-pobre
que more nos mangues.

Um poema-irmão
que tenha meu sangue.

Um poema-pão
que tenha minha fome.

Um poema-esmola
no chapéu do povo.

Um poema-rasgado
de vestir meu sujo.

Um poema-insensato
pra falar sentindo.

Um poema-tema
de televisão.
Um poema-jornal
para o imprevisto...

Um poema-planeta
para eu habitar,
quando não mais existir condição
para controlar a natalidade do absurdo.

1 394

Aliteração

Eu quero dançar contigo
dentro do poesia,
como dança o povo dentro do Estado.

Eu quero rebolar contigo em cada rima,
como rebola o povo dentro do salário.

Eu escolho uma aliteração
para a nossa vida:
filhos, felicidade, família, feijão, farinha...
como o povo, em fé,
faz folia, forra a fome com futebol e fantasia.

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