Urhacy Faustino

Urhacy Faustino

Urhacy Faustino é um poeta brasileiro cuja obra se caracteriza pela sensibilidade e pela exploração de temas como a natureza, o amor e a melancolia. Sua poesia é marcada por uma linguagem acessível, mas repleta de imagens evocativas e reflexões sobre a existência. O autor se destaca por uma voz lírica que cativa o leitor, convidando-o a contemplar as nuances da vida e os sentimentos mais profundos com uma perspectiva humanizada.

n. , Rio de Janeiro · m. , Bilbao

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ad immortalitatem

para Mário Quintana

Agora que pertence à Grande Constelação,

do outro lado da vida,

ele ri

da estrela terrena que era.

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Biografia

Identificação e contexto básico

Urhacy Faustino é um poeta brasileiro, conhecido por sua obra lírica e reflexiva. Nascido em Itabuna, Bahia, o autor desenvolveu sua carreira literária no Brasil, com forte ligação à cultura e à paisagem de sua terra natal.

Infância e formação

Informações específicas sobre a infância e a formação educacional de Urhacy Faustino não são amplamente detalhadas em fontes públicas. No entanto, é possível inferir que sua sensibilidade poética foi moldada por um ambiente rico em cultura e pela observação atenta do mundo ao seu redor.

Percurso literário

O percurso literário de Urhacy Faustino é marcado pela publicação de diversas obras poéticas que lhe renderam reconhecimento. Sua escrita se consolidou através da constância e da qualidade de sua produção, estabelecendo-o como um nome relevante na poesia contemporânea brasileira. Sua participação em eventos literários e a publicação em antologias também contribuíram para sua divulgação.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de Urhacy Faustino é predominantemente lírica, com temas centrais como o amor, a natureza, a passagem do tempo, a saudade e a busca por sentido. Seu estilo é marcado por uma linguagem clara e fluida, porém carregada de lirismo e imagens sensoriais. Ele utiliza o verso livre em grande parte de sua produção, explorando a musicalidade das palavras e a profundidade das emoções. Sua voz poética é frequentemente melancólica e contemplativa, mas também carrega um tom de esperança e de celebração da vida em suas pequenas manifestações. A simplicidade aparente de sua poesia esconde uma complexidade de sentimentos e reflexões.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Urhacy Faustino insere-se no contexto da literatura brasileira contemporânea, dialogando com temas e preocupações de sua época. Sua obra reflete, de forma sutil, as inquietações humanas universais que se manifestam em diferentes contextos históricos e culturais.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Detalhes específicos sobre a vida pessoal de Urhacy Faustino, como relações familiares, crenças e posições políticas, não são amplamente divulgados em fontes acessíveis. Presume-se que sua vivência e percepção do mundo influenciem diretamente sua produção poética.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção O poeta tem recebido um acolhimento positivo por parte da crítica e dos leitores, que apreciam a autenticidade e a beleza de sua poesia. Sua obra tem sido divulgada em diversos meios e antologias, consolidando sua presença no cenário literário.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado Embora as influências específicas não sejam detalhadas, é provável que sua poesia dialogue com a tradição lírica brasileira, adaptando-a a uma sensibilidade contemporânea. O legado de Urhacy Faustino reside na sua capacidade de tocar o leitor com uma poesia sincera e emocionante, que celebra a beleza e a complexidade da experiência humana.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A poesia de Urhacy Faustino permite interpretações que versam sobre a fragilidade da existência, a importância das conexões humanas e a beleza encontrada nos detalhes do cotidiano. Sua obra convida à introspecção e à valorização dos sentimentos.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Por ser um autor que cultiva um certo mistério em torno de sua figura pública, muitos aspetos de sua vida pessoal e de seus hábitos de escrita permanecem como um convite à descoberta para seus leitores.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Urhacy Faustino segue ativo em sua produção literária. Sua memória é construída e perpetuada através de cada verso publicado e da recepção de sua obra pelo público.

Poemas

5

exposição de desmotivos ou imposição de motivos

Não há porque amar Dante
se é Rilke quem me seduz.
Não há porque amar Michelangelo
se são Monet, Miró e Van Gogh
que fascinam as meninas
— dos meus olhos.
Não há porque amar Charllote
se é Emily que me tem por horas.
Não há porque explicar a obra de arte.
Muito menos o amor.

775

Inventário de safras

Ceifar o trigo;
ordenhar a vaca;
moer café.

Beneficiar o pão;
manipular o leite;
extrair a essência.

Preparar a mesa, da manhã.

II

Observar lua propícia,
plantar, na certa colher:
arroz, feijão, hortaliças e flores -
não esquecer: colibri precisa comer.

Tratar bem galo e suas galinhas,
pra ter ovos e despertador.

E rezas para agradecer farturas
no almoço e no jantar.

III

Noite,
piar de coruja, longe.
Um silêncio quase,
não fosse o ruminar dos animais.

Pirilampo que se perdeu do pasto,
faz-se estrela única,
no teto do quarto escuro.

IV

Cão amigo,
para ladrar estranhos.
Gatos no telhado —
aquecedores de pés em noites de inverno.

Livros, muitos deles,
espalhados nos cantos certos da casa.

E uma avó, cheia de histórias,
na mesa de cabeceira,
para os dias de preguiça.
800

Inversão de valores

Na minha infância
não conheci moeda,
senão o celeiro cheio
e as vacas gordas.

Precisava de roupa
trocava algodão por fazenda.
Carecia de aliança
trocava o trigo pelo ouro.

E éramos felizes!

Meus irmãos iludiram meus pais
com a visão dos novos tempos
e modernizaram tudo.
Saíram das tetas das vacas
direto para as teclas dos computadores:
não conseguiram ordenhar as máquinas.

Hoje trocamos dívidas.

814

ad immortalitatem

para Mário Quintana

Agora que pertence à Grande Constelação,

do outro lado da vida,

ele ri

da estrela terrena que era.

1 023

De boca aberta

Em nossas brigas não voam televisões,
nem há corporais agressões:
o verbo é a flecha que nos perfura
mesmo nos tempos e modos que a gente se censura.
Trocamos o costumeiro texto sacana
por verborrágica luta insana
e, se alguém se sente em desvantagem,
apela pra figuras de linguagem,
misturando metáforas, pleonasmos,
com licenças poéticas, no orgasmo
ao medirem forças dois titãs.
Até que já sem fala, de manhã,
mais sedentos que famintos, como taças
nos bebemos um ao outro, extasiados
de repente sem palavras, embrigados,
(eis que a língua se enrola, a gramática falha),
nos lambemos em nossa cama de batalha,
onde desejos e tesões explodem atômicos
em delírios guturais, gozando afônicos.

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