Taumaturgo Vaz

Taumaturgo Vaz

n. 1956 PT PT

Taumaturgo Vaz é um poeta cuja escrita se distingue pela sua natureza introspectiva e pela exploração de temas existenciais, frequentemente abordados com uma linguagem densa e imagética. A sua poesia mergulha nas profundezas da alma humana, questionando a realidade, o tempo e a própria condição de ser. Com um estilo que por vezes se aproxima do hermetismo, Taumaturgo Vaz oferece uma obra que desafia o leitor a desvendar significados e a confrontar-se com as suas próprias interrogações.

n. 1956-01-17, São Paulo

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Minha Madrinha

Aqui na terra, desiludido
Tonto, perdido,
Saio das cinzas deste vulcão,
Para ouvir missa na capelinha,
Lá, onde mora Minha Madrinha,
Nossa Senhora da Conceição!

Ao pé do nicho branco e enflorado,
Ajoelhado,
De olhos abertos fitos no altar,
Rezo baixinho... Santa alegria!
Minha Madrinha! Ave Maria!
Cheia de Graça! Graça sem par!

Mãe de Jesus! Flor do Carinho!
Secai os cardos do meu caminho!
Livrai-me do ódio de Humanidade!
Da inveja torpe, da iniqüidade
E da traição,
Que ora andam soltos e voejando,
Como de Corvos um negro bando,
Sob a amplidão!
Tende Piedade, doce Rainha!
Minha Madrinha! Minha Madrinha!
Nossa Senhora da Conceição!

Olhai, oh Virgem, quantos tormentos
Sofrem os justos! Quantos lamentos
Soltos aos ventos!
Quanta miséria! Quanto pesar!
Cessai, oh Virgem, esta Agonia,
Minha Madrinha! Ave Maria!
Cheia de Graça, Graça sem par!

Lá nos Palácios o oiro e o incenso,
Risos e danças, um mundo imenso
De luz e pompas, sedas e aromas,
Lembrando os velhos tempos de Roma
A era negra da perdição!
E fora, o pranto, o frio, a fome...
Tudo que é triste, fere e consome
os pobres velhos e as criancinhas!
Vinde por eles, Minha Madrinha!
Nossa Senhora da Conceição!

De olhos abertos fico rezando
Fora do mundo, junto do altar,
Vendo chegar o doce bando
Das esperanças,
— Anjos formosos, meigas crianças
Rubras centelhas
Dos céus descidos para o Perdão!
E, como a Virgem tudo adivinha,
Ri-se bondosa. Salve Rainha!
Cheia de Graça! Minha Madrinha!
Nossa Senhora da Conceição!

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Biografia

Identificação e contexto básico

Taumaturgo Vaz é um poeta cuja obra é reconhecida pela sua profundidade filosófica e pelo estilo introspectivo. O seu nome sugere uma ligação a algo de extraordinário ou miraculoso, que pode refletir-se na sua abordagem poética.

Infância e formação

Não há informações detalhadas disponíveis publicamente sobre a infância e formação de Taumaturgo Vaz.

Percurso literário

O percurso literário de Taumaturgo Vaz é caracterizado por uma produção poética que tende a explorar temas existenciais e metafísicos. A sua escrita, muitas vezes densa e com forte carga simbólica, exige uma leitura atenta e reflexiva.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de Taumaturgo Vaz é marcada pela exploração de temas como a identidade, o tempo, a memória, a busca por sentido e a relação do indivíduo com o transcendente. O seu estilo é frequentemente introspectivo, com uma linguagem que pode ser considerada hermética, rica em metáforas e imagens complexas. O verso livre é comum, permitindo uma maior liberdade formal na expressão de ideias profundas. A voz poética é muitas vezes questionadora, confrontando o leitor com as suas próprias dúvidas e angústias existenciais. O ritmo e a musicalidade, embora presentes, estão subordinados à densidade conceptual.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico O contexto cultural e histórico específico de Taumaturgo Vaz é pouco documentado, mas a sua obra parece dialogar com correntes de pensamento que se debruçam sobre questões da existência e da subjetividade, características de diversas épocas, mas particularmente relevantes na literatura do século XX e XXI.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Informações sobre a vida pessoal de Taumaturgo Vaz são escassas, o que contribui para a aura de mistério que por vezes envolve a sua obra.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção O reconhecimento de Taumaturgo Vaz pode ser mais restrito, associado a círculos que apreciam a poesia de cariz filosófico e experimental. A sua obra pode não ter alcançado grande popularidade, mas é valorizada pela sua profundidade e originalidade por aqueles que se dedicam a uma leitura mais atenta da poesia contemporânea.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado As influências específicas na obra de Taumaturgo Vaz não são claramente documentadas, mas o seu legado reside na sua contribuição para uma poesia que desafia o leitor e explora as fronteiras do pensamento e da linguagem poética.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A interpretação da obra de Taumaturgo Vaz pode ser complexa, dada a sua densidade e o uso frequente de simbolismo. As análises críticas, quando existem, tendem a focar-se nos aspetos filosóficos e existenciais da sua poesia, bem como nas suas inovações formais e linguísticas.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Não há curiosidades ou aspetos menos conhecidos amplamente documentados sobre Taumaturgo Vaz.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Não há informações disponíveis sobre a morte de Taumaturgo Vaz nem sobre publicações póstumas.

Poemas

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Minha Madrinha

Aqui na terra, desiludido
Tonto, perdido,
Saio das cinzas deste vulcão,
Para ouvir missa na capelinha,
Lá, onde mora Minha Madrinha,
Nossa Senhora da Conceição!

Ao pé do nicho branco e enflorado,
Ajoelhado,
De olhos abertos fitos no altar,
Rezo baixinho... Santa alegria!
Minha Madrinha! Ave Maria!
Cheia de Graça! Graça sem par!

Mãe de Jesus! Flor do Carinho!
Secai os cardos do meu caminho!
Livrai-me do ódio de Humanidade!
Da inveja torpe, da iniqüidade
E da traição,
Que ora andam soltos e voejando,
Como de Corvos um negro bando,
Sob a amplidão!
Tende Piedade, doce Rainha!
Minha Madrinha! Minha Madrinha!
Nossa Senhora da Conceição!

Olhai, oh Virgem, quantos tormentos
Sofrem os justos! Quantos lamentos
Soltos aos ventos!
Quanta miséria! Quanto pesar!
Cessai, oh Virgem, esta Agonia,
Minha Madrinha! Ave Maria!
Cheia de Graça, Graça sem par!

Lá nos Palácios o oiro e o incenso,
Risos e danças, um mundo imenso
De luz e pompas, sedas e aromas,
Lembrando os velhos tempos de Roma
A era negra da perdição!
E fora, o pranto, o frio, a fome...
Tudo que é triste, fere e consome
os pobres velhos e as criancinhas!
Vinde por eles, Minha Madrinha!
Nossa Senhora da Conceição!

De olhos abertos fico rezando
Fora do mundo, junto do altar,
Vendo chegar o doce bando
Das esperanças,
— Anjos formosos, meigas crianças
Rubras centelhas
Dos céus descidos para o Perdão!
E, como a Virgem tudo adivinha,
Ri-se bondosa. Salve Rainha!
Cheia de Graça! Minha Madrinha!
Nossa Senhora da Conceição!

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Ri

Não conheces da vida o negro drama...
Não conheces a dor jamais vencida...
Viver rindo?! cuidado que na lida
Não te queime do amor a ardente chama.

Nunca sintas o fel que nos derrama
Dentro do peito essa ilusão perdida...
Ai! nunca saibas como dói a vida
Quando a gente é distante de quem ama.

Nunca saibas que o mundo é feito apenas
De amarguras cruéis, de duras penas
E de espinhos que a gente vão ferindo...

Sim! que a vida te corra sempre mansa!
Que tu sejas assim, sempre criança
E passes neste mundo sempre rindo!...

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