Escritas

Pequenos Mosaicos

Ana Luísa Amaral
É agora - na pura ausência das coisas
e a madrugada por abrir. Um palco
a lua. Eu observada de fora da janela.

O terror de pensar: o pesadelo
de me sentir duas pela primeira vez
falado. é de amor este poema
e de visões: ondulantes cortinas
noutra que me é igual.

Porque no pesadelo e de repente
o futuro rasgou-se, as cortinas
soltaram-se. Na profecia
só ficaste tu.

E a tua falta mais que a tua
ausência em pequeno mosaico
se fechou. Entendo agora como uma cadeira
pode ser só esta cadeira porque
é tua.

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Comentários (2)

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Mariana
Mariana
2022-05-04 11:15

Alguém me pode ajudar a analisar este poema ?? <br />Como Ana Luísa de Amaral encontrava se psicologicamente neste poema .

Bernardo Pacheco
Bernardo Pacheco
2021-05-05 09:19

COISA LINDAAA