Noite Triunfal
Filipe Malaia
Soturna é a noite e o verso vão
Como vãs as preces são, e as orações
Padecem de saber e em convulsões
Vomitam a verdade e a razão
E eu fujo assim de mim, das multidões
Estendendo ao vazio amigo a minha mão
Mas o que toco é mágoa, dúvida, solidão
Cobrindo a urna fria das minhas ilusões
Que partiram deste mundo magoadas
Vestidas de tristeza, adultas, enlutadas
Caladas num grito rouco e imortal
Ficam sangrando palavras de mãos dadas
Apodrecendo em páginas guardadas
Fico eu e a triste noite, triunfal!
Como vãs as preces são, e as orações
Padecem de saber e em convulsões
Vomitam a verdade e a razão
E eu fujo assim de mim, das multidões
Estendendo ao vazio amigo a minha mão
Mas o que toco é mágoa, dúvida, solidão
Cobrindo a urna fria das minhas ilusões
Que partiram deste mundo magoadas
Vestidas de tristeza, adultas, enlutadas
Caladas num grito rouco e imortal
Ficam sangrando palavras de mãos dadas
Apodrecendo em páginas guardadas
Fico eu e a triste noite, triunfal!
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