Escritas

Asas

Angela Santos
Do
cimo de uma falésia
olhou com olhos despidos de mágoa
dentro do sonho suspenso no tempo

e fez dos gestos um grito
de encontro ao silencio
dos que o olhavam.

Olhos abertos ao devir
e ao sonho,
esfinge resistindo ao tempo
afrontando o vago de almas
e o olhar sem deslumbre,
ao chão da evidência preso.

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