Escuros Tempos
Marina Colasanti
•
Ano: 20436
As noites
nas cidades da guerra
eram mudas e escuras
como os campos
apagadas as ruas
as praças quedos lagos
falsa ausência
deitava-se nas sombras.
Uma ave nos céus
chamada morte
caçava guiada pela luz.
Cuidado crianças com a lâmpada acesa
mulheres não esqueçam o pano negro
diante das janelas
basta uma fresta
para apagar a vida.
Quando a guerra acabou
na minha terra
janelas continuaram pintadas de preto
esquecimento ou luto
os vidros
como as almas
precisaram de um tempo
para deixar passar a claridade,
nas cidades da guerra
eram mudas e escuras
como os campos
apagadas as ruas
as praças quedos lagos
falsa ausência
deitava-se nas sombras.
Uma ave nos céus
chamada morte
caçava guiada pela luz.
Cuidado crianças com a lâmpada acesa
mulheres não esqueçam o pano negro
diante das janelas
basta uma fresta
para apagar a vida.
Quando a guerra acabou
na minha terra
janelas continuaram pintadas de preto
esquecimento ou luto
os vidros
como as almas
precisaram de um tempo
para deixar passar a claridade,
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