Introdução aos poemas infernais

Reinaldo Ferreira
Reinaldo Ferreira
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Já me não basta morrer;
Tanto me falta a certeza
Que paro todo de ser
Na Vida sem mim ilesa.

Morrer é pouco. Destrói
A ordem do que, disperso
Apenas, logo constrói.
- Constante do Universo... -

Mas o mais ? Essa energia
Contínua, que permanece,
Elo de nós, dia a dia...
Não sei pensar que ela cesse.

Nem sei, de tanto que a sinto
- Alma não, que não a creio... -
Se sou sincero ou se minto,
Ébrio do próprio receio.

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