Se Procuro

Para José Valdivino

Se procuro no cérebro as imagens
que em meu olhar, há tempos, embebi,
ouço o ranger de dentes de engrenagens
a triburar os sonhos que perdi...

O que é que vim fazer nestas paragens?
Que tempestade me arrojou aqui?
Por que não me lancei noutras viagens
Já que deixei a terra onde nasci?

Tive a ambição dos nômades nos olhos!
Hoje, nem sei, cercado por escolhos,
que tempestade me arrojou aqui!

E vivo agora assim, perdido e absorto,
entre a saudade do primeiro porto
e a tentação das terras que não vi!

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