Esdrúxulo
Hardi Filho
A prata, o caviar, a mesa elástica,
riem do pobre
e lhe pesam no vazio estômago.
O lustre, o veludo, o mármore,
esbofeteiam
a face do menino pálido.
Dói no seu corpo o sacrifício
da ingênua espera:
aberta mão ao desviado prêmio
De tanto conviver com áscaris
morre o menino
de alma e coração imáculos.
Uma paixão antiga, hoje única,
domina o mundo.
É torturante a dor sem número.
riem do pobre
e lhe pesam no vazio estômago.
O lustre, o veludo, o mármore,
esbofeteiam
a face do menino pálido.
Dói no seu corpo o sacrifício
da ingênua espera:
aberta mão ao desviado prêmio
De tanto conviver com áscaris
morre o menino
de alma e coração imáculos.
Uma paixão antiga, hoje única,
domina o mundo.
É torturante a dor sem número.
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