Escritas

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Gustavo Teixeira
As meninas que amei
Ó vós que na manhã de minha mocidade
Reduzistes a pó as minhas esperanças,
Porque vindes por entre as névoas da saudade
Derramar em minha alma o perfume das tranças ?

Ó flores que trazeis o olor da virgindade
E risos matinais em bocas de crianças,
Deixai-me, enfim, em paz na minha soledade
Apascentando o meu rebanho de lembranças!...

Mas se agora vos punge a dor do louco amante
Que via em vosso olhar a estrela do Levante
E ouvia uma canção em vossa ebriante voz:

Quando em breve eu fechar os olhos entre círios,
Pagai-me em bogaris, crisântemos e lírios,
As santas ilusões que desfolhei por vós!

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Comentários (1)

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A barata
A barata
2025-08-21

Poemas de Gustavo texeira eu vou declarar um poema dele