É alegre o baile dos restos

É alegre o baile dos restos
que me pendem do corpo
ao sabor dos ventos,
que sopram à leste.

Brincam entre meus
orifícios abertos pelas
mágoas que cultivei,
as inocentes criancinhas!

Quando alcançar finalmente os umbrais da morte
deixarei a cada amigo
então, um pedaço deste
melancólico pagão,
para que, em noites

melancólicas de inverno, se
lembrem que, aquele
que fora um deles,
agora repousa sossegado no inferno!

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