Escritas

Anjo de Outrora

Ribeiro Couto
O anjo de outrora, adormecido na minha alma,
Acordou esta noite e espiou nos meus olhos:
A lágrima caída ainda há pouco era dele.

Foi ele que a esqueceu à porta dos meus olhos,
Com o discreto pudor com que à porta da igreja
Deixamos cair a esmola na mão de um pobre.

1 092 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão ToPostComment