Escritas

A Rua dos Cataventos

Mário Quintana
Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha.

Hoje, dos meu cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada.
Arde um toco de Vela amarelada,
Como único bem que me ficou.

Vinde! Corvos, chacais, ladrões de estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca
Não haverão de arracar a luz sagrada!

Aves da noite! Asas do horror! Voejai!
Que a luz trêmula e triste como um ai,
A luz de um morto não se apaga nunca!

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Comentários (9)

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mario quintana
mario quintana
2026-02-12

escrevo diante da janela aberta

The Crow
The Crow
2022-09-13

ter corvo no Brasil?<br />

cleitom
cleitom
2022-09-02

so ta doido bom de mais

Luh
Luh
2022-08-24

Sim verdade

Abell
Abell
2022-08-24

Adorei emocionante <br />